Madeiras Comerciais

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H. G. Richter e M. J. Dallwitz

Lista de Carateres

#1. <Família:>/

É essencial registrar a informação taxonômica completa nas amostras, ou seja registrar a família, gênero, espécie e autor. Para autores comummente estão sendo usados abreviaturas (listadas em Mabberley 1987). Com referência ao Dicionário de Wilis de Plantas e Leches Florescentes (Willi 1973) e Mabberley (1987) é de grande ajuda para determinar as afinidades de família de diversos gêneros, e nomes de família preferidos. Quando se prepara um banco de dados também indique qual esquema de classificação particular está sendo usado com respeito a delimitações de família (por exemplo: Takhtajan 1987, 1988; Cronquist 1981, 1988; Thorne 1976).

#2. <Nome(s) botânico(s), sinônimos:>/

#3. Nome comercial: <nomes comerciais, nomes locais>/

#4. <Estado de proteção segundo CITES: ou seja, se encontra no anexo I, II ou III>/

1. não protegido segundo as normas CITES /

2. protegido segundo CITES Anexo I/

3. protegido segundo CITES Anexo II/

4. protegido segundo CITES Anexo III/

O estado de proteção segundo o convênio CITES de uma madeira comercial (espécie ou grupo de espécies) foi incluído aqui, mesmo que não haja sido previsto na IAWA lista de carateres. Abre a possibilidade para o usuário verificar rapidamente o estado de proteção:

Taxa considerados em perigo imediato de extinção encontram-se no ANNEX I. O comércio com estas plantas ou qualquer parte da mesma está estritamente proibido, por exemplo "jacarandá da Bahia" (Dalbergia nigra, Papilionaceae.

Taxa explorados severamente pelo não considerados em perigo de extinção imediata encontram-se em ANNEX II. São sujeito a uma fiscalização estrita de exportação e importação (monitoring), por exemplo "kokrodua" (Pericopsis elata, Papilionaceae) e "lignum vitae" (Guaiacum officinale e G. sanctum, Zygophyllaceae).

ANNEX III contem os taxa que foram postos baixa proteção limitada (ao mesmo nível como em ANNEX II) por países individuais por exemplo, "caoba" (Swietenia macrophylla, Meliaceae) em Costa Rica.

#5. Descrição baseada em <número de espécimes estudados>/

#6. <Hábito>/

1. árvore/

2. arbusto/

3. liana/

#7. Região de distribuição geográfica:/

1. Europa, excl. Mediterrâneo/

2. Mediterrâneo incl. África do Norte e Oriente Médio/

3. Ásia temperada <China, Japão, e a ex-URSS>/

4. Índia, Paquistão, Sri Lanka/

5. Burma (Myanmar)/

6. Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja <Indochina>/

7. Indomalásia <Indonésia, Filipinas, Malásia, Brunei, Papua Nova Guinea, e Ilhas Salomão>/

8. Ilhas do Pacífico <incl. Nova Caledônia, Samoa, Havaí, e Fidji>/

9. Austrália/

10. Nova Zelândia/

11. África tropical/

12. Madagascar e outras ilhas <Mauritius, Reunião e Comores>/

13. África do Sul <ao sul do Trópico de Capricôrnio>/

14. América do Norte <ao norte de México>/

15. México e Centroamérica/

16. Caribe/

17. América do Sul tropical/

18. Sul do Brasil/

19. América do Sul temperada <incl. Argentina, Chile, Uruguai, e sul do Paraguai>/

Não existe uma forma ideal de dividir o mundo. O anterior está uma mistura de critérios políticos e bibliográficos. Isto mantém as regiões geográficas de Brazier e Franklin (1961), todavia, algumas regiões são subdivididas de tal forma que permite uma maior precisão.

Características gerais

#8. <Presença de> limites de anéis de crescimento/

1. <microscopicamente> distintos/

2. <microscopicamente> indistintos ou ausentes /

Limites de anéis de crescimento distintos = anéis de crescimento com um câmbio estrutural abrupto nos limites entre eles, incluindo geralmente um câmbio em grossura da parede celular da fibra e/ou no diâmetro radial da fibra.

Limites de anel de crescimento indistintos ou ausentes = anéis de crescimento vagos e marcados por câmbios estruturais mais ou menos graduais em seus limites pouco definidos ou não visíveis.

Os limites de anéis de crescimento podem estar marcados por um ou mais dos seguintes câmbios estruturais:

a. Fibras ou traqueídos do lenho tardio de uma maior grossura da parede celular, em comparação de fibras e traqueídos de madeira temperada de parede celular delgada. Exemplo: Weinmannia trichosperma (Cunoniaceae), Laurus nobilis (Lauraceae).

b. Um câmbio abrupto nos diâmetros de vasos do lenho tardio e inicial de anéis conseguintes como em madeiras com porosidade anular e semianular. Exemplo: Ulmus procera (Ulmaceae), Juglans regia (Juglandaceae).

c. Parênquima marginal (terminal ou inicial). Exemplo: Xylopia nitida (Anonaceae), Brachystegia laurentii (Caesalpiniaceae ), Juglans regia (Juglandaceae), Liriodendron tulipifera (Magnoliaceae). Parênquima em faixas irregulares, ou seja faixas de parênquima não acompanhadas por câmbios abruptos no diâmetro ou na grossura da parede da fibra não são considerados marginais e não representam limites de anéis de crescimento distintos. Por exemplo: Eschweilera subglandulosa (Lecythidaceae), Irvingia excelsa (Simaroubaceae).

d. Traqueídos vasculares e elementos de vaso muito estreitos, muito numerosos ou formando o tecido principal do lenho tardio, e ausente do lenho inicial. Exemplo: Sambucus nigra (Caprifoliaceae).

e. A freqüência decrescente das faixas de parênquima no lenho tardio resultando em zonas de fibras distintas. Exemplo: Lecythis pisonis (Lecythidaceae), Donella pruniformis (Sapotaceae).

f. Os raios inchados, exemplo. Fagus spp. (Fagaceae).

Ver Carlquist (1980, 1988) para outros tipos de limites de anéis de crescimento e para combinações comuns dos diversos tipos mencionados anteriormente que puderam ocorrer.

COMENTÁRIO

Ainda que a ausência de limites de anéis de crescimento esta um descritor suficientemente claro, as diferenças entre limites "indistintos e distintos são praticamente arbitrárias, e existem términos intermédios. Os anéis de crescimento podem aparecer distintos quando são observados macroscopicamente, todavia tem limites indistintos á luz do nível microscópico. A claridade dos limites dos anéis de crescimento deverá ser julgada com um microscópio. Os limites indistintos de anéis de crescimento são muito comuns em árvores tropicais: Spondias mombin (Anacardiaceae), Parkia nitida (Mimosaceae), Coelocaryon preussii (Myristicaceae), Xanthophyllum philippinense (Polygalaceae).

A presença não periódica ou esporádica dos limites de anéis (devido a climas não usuais ou a eventos traumáticos ou extremos deveram ser registrados como ausência de anéis ou de limites indistintos.

#9. <Anéis de crescimento: observações adicionais ou comentários, p.ex. aparência macroscópica:>/

#10. <Cor a base de> cor do cerne/

1. marrom <tonalidades de marrom>/

2. vermelho <tonalidades de vermelho>/

3. amarelo <tonalidades de amarelo>/

4. branco ou cinzento/

5. negro/

6. violeta/

7. verde/

COMENTÁRIO

A variedade de cores, tonalidades, e as combinações de cor do cerne fazem impossível catalogá-los. Em geral a cor do cerne pode ser marrom, vermelho, amarelo, branco ou algumas tonalidades ou combinações destas cores. Basicamente o cerne cor marrom é muito comum; por sua parte vermelho e amarelo são bem mais escassos e os correspondentes a branco e cinzento parecem ser mais freqüentes.

A cor do cerne de muitos taxa não é restringida para uma cor, se não para uma combinação de cores e, quando é apropriado, diversas combinações deveram ser registradas e podem ser utilizadas quando está identificando umas amostras desconhecidas.

Os exemplos destas combinações incluim: vermelho e marrom em Astronium spp. (Anacardiaceae), Hymenaea spp. (Caesalpiniaceae), Quercus rubra, Fagus spp. (Fagaceae), Khaya spp., Swietenia spp. (Meliaceae ); amarelo e marrom em Distemonanthus spp. (Caesalpiniaceae), Chlorophora tinctoria (Moraceae), Adinacordifolia (Rubiaceae), Fagara spp. (Rutaceae), Mastichodendron spp. (Sapotaceae).

Madeiras claras deveram ser registradas como combinações de branco a cinzento e marrom e/ou amarelo. Exemplo: Acer spp. (Aceraceae), Alstonia spp. (Apocynaceae), Anisoptera spp. (Dipterocarpaceae), Gmelina spp. (Verbenaceae).

As cores raras tais como negro, verde, laranja ou violeta podem ser utilizados em forma individual (Exemplo: Diospyros ebenum - Ebenaceae, a qual tem um cerne destacadamente negro. Mais comummente serão utilizados em combinação com outras cores de cerne. Por exemplo: a combinação de marrom e verde ocorre em Bucida buceras (Combretaceae), Ocotea rodiei (= Chlorocardium rodici, Lauraceae), Liriodendron tulipifera, Michelia spp., Talauma spp. (Magnoliaceae). A combinação de avermelhado, café, amarelo e laranja com veias ocorrem em Centrolobium spp. (Papilionaceae) e Aspidosperma spp. (Apocynaceae). A combinação de marrom, vermelho, violeta, negro e laranja com veias ocorrem em Dalbergia spp. (Papilionaceae).

PRECAUÇÕES

Não utilize cores características de cerne para amostras antigas, material arqueológico, e outras amostras cujo cor há sido alterado por enterro, tempo, tratamento, ou apodrecimento.

Seja particularmente cuidadoso quando se utilize o caráter 'cerne basicamente branco a cinzento', devido a que uma amostra de cor embranquecida pode representar alburno e não cerne.

#11. Cerne <presença de veias de cor diferente vs cor uniforme>/

1. com veias pronunciadas/

2. de cor uniforme /

Cerne com veias está utilizado sempre em combinação com a cor base do cerne, como em Microberlinia spp. (Caesalpiniaceae) a qual tem cerne de cor marrom claro com veias de cor marrom mais escuro.

#12. <Diferenças entre a cor do cerne e> cor do alburno/

1. similar a cor do cerne/

2. distinto a cor do cerne/

Este caráter pode ser utilizado somente quando alburno e cerne são presentes, e isto é registrado em combinação com os outros carateres referentes ao cor do cerne. O cerne de algumas espécies. Por exemplo: Quercus alba (Fagaceae) e Betula lenta (Betulaceae), não esta notavelmente mais escuro que o alburno, mas pode ser distinguido do mesmo, tanto por os carateres 9 e 11 aplicados a estes taxa.

#13. <Presença de um específico> odor/

1. específico <indicar>/

2. indistinto ou ausente /

O odor distinto está um caráter útil para um número de taxa. Exemplo: Viburnum spp. (Caprifoliaceae), Ceratopetalum apetalum (Cunoniaceae), muitas espécies de Lauraceae, Cedrela spp. (Meliaceae), e Santalum spp. (Santalaceae).

Em amostras de madeira seca as substâncias químicas responsáveis do odor, podem haver-se volatilizado da superfície, de modo que ser necessário utilizar uma superfície fresca, ou tomar outras medidas para realizar o odor. Por exemplo: aplicar umidade "soprando" na madeira, ou molhando a madeira com água.

PRECAUÇÃO

O odor esta bastante variável, e as percepções individuais do odor diferem freqüentemente. Por tanto, use este caráter com precaução e somente no sentido positivo.

COMENTÁRIO

O sentido de sabor esta excluído a propósito da lista de carateres devido a questões de segurança, particularmente pela preocupação de que alguém pode intentar provar uma madeira cujos conteúdos podem provocar uma reação alérgica severa.

#14. Densidade <básica, média>/

g/cm3/

O peso específico básico = O quociente entre peso seco a estufa e uma madeira e o volume de água deslocada pela madeira quando é completamente saturada de umidade, ou seja o volume verde.

COMENTÁRIO

Densidade é o peso de uma substância (massa) por unidade de volume. O peso específico, é a relação da densidade de um material respeito á densidade d´água, e por conseguinte, o peso específico não tem unidades. Para propósitos de cálculo do peso específico básico da madeira e a densidade da madeira utilizam como numerador o peso seco á estufa. Devido a que o volume da madeira cambia com os câmbios de conteúdo de umidade abaixo do ponto de saturação da fibra, está necessário especificar o conteúdo de umidade a qual é determinada o peso específico. O peso específico básico, o qual está baseado no volume verde (madeira totalmente inchada, conteúdo de umidade no ponto de saturação da fibra ou acima) é um dos valores freqüentemente citados (Panshin & DeZeeuw 1980).

Outros valores freqüentemente dados pela madeira incluem a densidade básica, a qual esta igual ao peso seco à estufa da madeira dividido entre o volume verde, expressando-se em unidades de g/cm³, kg/m³ o lbs/ft³. Para transformar o peso específico básico à densidade básica multiplicar o mesmo por a densidade d´água, tal e como se mostra a continuação:

Densidade básica em g/cm³ = Peso específico básico x 1 g/cm³

Densidade básica em kg/m³ = Peso específico básico x 1000 kg/m³

Densidade básica em lbs/ft³ = Peso específico básico x 62.4 lbs/ft³ Por tanto:

Peso específico básico de 0.40 = Densidade básica de 0.40 g/cm³, 400 kg/m³, ou 25 lbs/ft³.

Peso específico básico de 0.75 = Densidade básica de 0.75 g/cm³, 750 kg/m³, ou 46.8 lbs/ft³.

#15. Madeira <potencial comercial>/

1. de potencial comercial /

2. sem potencial comercial/

Este caráter se inclui para madeiras tanto de importância comercial como histórica. O termo "de importância comercial" é algo vago, e deverá ser usado com precaução quando se estar identificando uma madeira desconhecida. Mas quando se estar identificando certos artigos de madeira, por exemplo móveis, pode ser de grande ajuda para separar as espécies comerciais das espécies não comerciais.

#16. <Carateres macroscópicos: observações adicionais ou comentários:>/

Vasos

#17. <Presença de> vasos/

1. presentes /

2. ausentes/

Madeira sem vasos = madeira sem elementos de vaso. Composta somente por parênquima e elementos traqueais não perfurados. Por exemplo: Amborellaceae, Tetracentraceae, Trochodendraceae, Winteraceae.

COMENTÁRIO

Madeiras dicotiledóneas sem vasos não são comuns e são distinguidas das madeiras de coníferas por seus raios altos multiseriados. Para madeiras sem vasos se deve codificar pelo tipo de elementos traqueais não perfurados (fibras ou traqueídos vasculares/vasicêntricos). É impossível codificar pelos carateres de vasos (ver o arquivo de especificações).

#18. Madeira de <porosidade anular vs difusa>/

1. porosidade anular/

2. porosidade semianular/

3. porosidade difusa/

Madeira de porosidade anular = Madeira em qual os vasos no lenho inicial são distintamente mais largos que os correspondentes ao lenho tardio nos mesmos anéis de crescimento, e formam uma zona (anel) bem definida na qual existe uma transição abrupta ao lenho tardio do mesmo anel de crescimento. Por exemplo: Quercus robur (Fagaceae), Fraxinus excelsior (Oleaceae), Phellodendron amurense (Rutaceae), Bumelia lanuginosa (Sapotaceae), Ulmus americana (Ulmaceae).

Madeira de porosidade semianular = 1) Madeira na qual os vasos do lenho inicial são mais largos que os correspondentes ao lenho tardio do anel de crescimento prévio, mas no qual o diâmetro dos vasos tende a diminuir gradualmente no intermédio do lenho tardio do mesmo anel de crescimento.

ou 2) Madeira com um anel distinto de vasos do lenho inicial densos e que não são significativamente maiores do que os vasos do lenho tardio do anel precedente ou do mesmo anel de crescimento. Uma definição alternativa: a condição intermédia entre a madeira de porosidade anular e difusa. Por exemplo: Cordia trichotoma (Boraginaceae), Juglans nigra (Juglandaceae), Lagerstroemia floribunda (Lythraceae), Cedrela odorata (Meliaceae), Pterocarpus indicus (Papilionaceae), Prunus amygdalus (Rosaceae), Paulownia tomentosa (Scrophulariaceae).

Madeira de porosidade difusa = Madeira na qual os vasos tem mais ou menos o mesmo diâmetro através do anel de crescimento. Por exemplo: Acer spp. (Aceraceae), Rhododendron wadanum (Ericaceae), Cercidiphyllum japonicum (Cercidiphyllaceae), Swietenia spp. (Meliaceae), Enterolobium spp. (Mimosaceae). A grande maioria de espécies tropicais e muitas de clima temperado mostram uma porosidade difusa.

COMENTÁRIO

Os três carateres distintos para porosidade formam uma trasição contínua e muitas espécies se classificam na margem de porosidade difusa a semianular, ou de porosidade anular a semianular. A porosidade é codificada independentemente da disposição dos vasos. Isto implica que madeiras com distintas disposições de vasos, assim como aquelas com vasos uniformemente distribuidos, podem ser de porosidade difusa.

Em algumas madeiras de porosidade difusa de clima temperado (p.ex.: Fagus spp.- Fagaceae, Platanus spp.- Platanaceae) os últimos vasos formados no lenho tardio podem ser consideravelmente menores que os correspondentes ao lenho inicial do seguinte anel, mas o diâmetro dos vasos é mais ou menos uniforme através da maior parte do anel.

Numa descrição, os carateres do anel do lenho inicial de madeiras de porosidade anular, deveram ser anotadas. Por exemplo: descrever qual é a largura do anel em função do número de vasos. A chave de Sudo (1959) utilizou os carateres distintivas de 'anel (dos vasos de lenho inicial) uniseriado' e ' anel multiseriado'. Tais carateres podem ser de grande utilidade na distinção de espécies.

PRECAUÇÃO

Madeiras de porosidade anular de crescimento lento tem anéis anuais estreitos com muito pouco lenho tardio. Tomar cuidado de não confundir as zonas de lenho inicial estreitas das madeiras de porosidade anular de lento crescimento com uma disposição tangencial, ou interpretar tais madeiras como de porosidade difusa.

#19. Anel de vasos da madeira primaveril <unseriado vs. multiseriado>/

1. uniseriado/

2. multiseriado /

Um caráter importante do anel de lenho inicial nas madeiras de porosidade anular, é a largura (no sentido radial) do anel em função do número de faixas tangenciais de vasos. A pesar de que um caráter deste tipo não faça parte da IAWA List of Microscopic Features for Hardwood Identification (IAWA 1989), foi incluido aqui, adotado sem alteração da chave de Sudo (1959) quem utilizou os sub-caráteres distintivos de 'anel (dos vasos do lenho inicial) uniseriado' e 'anel multiseriado'. Tal caráter pode ser de grande utilidade na distinção entre especies do mesmo gênero. Por exemplo: Ulmus americana tem típicamente um anel de vasos do lenho inicial que é dum só vaso de largura o seja, uniseriado. Ulmus rubra, por outro lado, tem um anel multiseriado o seja, de dois ou mais vasos de profundidade. Outros exemplos dum anel de vasos grandes (lenho inicial) uniseriado são: Kalopanax pictus (Araliaceae), Tectona grandis (Verbenaceae) e Cedrela odorata (Meliaceae).

#20. Vasos dispostos em <padrão, em madeiras de porosidade anular somente lenho tardio>/

1. faixas tangenciais/

2. cadeias oblíquas e/ou radiais/

3. padrão dendrítico/

4. padrão não específico /

Vasos em faixas tangenciais = vasos dispostos perpendicularmente aos raios e formando faixas tangenciais curtas e/ou largas. Estas faixas podem ser retas ou onduladas; inclui os padrões 'ulmiforme' tanto como 'festooned', como se observa. Por exemplo: Kalopanax pictus (Araliaceae), Patagonula americana (Boraginaceae), Enkianthus cornuus (Ericaceae), Maclura pomifera (Moraceae), Pittosporum tobira (Pittosporaceae), Cardwellia sublimis (Proteaceae).

Vasos em disposição diagonal e/ou radial = vasos dispostos radialmente ou em um ponto intermédio entre radial e tangencial. Por exemplo: Lithocarpus edulis (Fagaceae), Calophyllum brasiliense, C. papuanum, Mesua ferrea (Guttiferae), Eucalyptus diversicolor, E. obliqua (Myrtaceae), Amyris sylvatica (Rutaceae), Chloroluma gonocarpa (Sapotaceae). O sinônimo para diagonal: 'oblíquo'.

Vasos em disposição dendrítica = vasos dispostos em núcleos ramificados, formando distintos traços, separados por áreas livres de vasos. Por exemplo: Rhus aromatica (Anacardiaceae), Castanea dentata (Fagaceae), Chionanthus retusus (Oleaceae), Rhamnus cathartica (Rhamnaceae), Bumelia lanuginosa (Sapotaceae). Sinónimo: ‘flamelike' (em forma de chama).

'Disposição não específica' foi incluído como um término de conveniência para uso em DELTA, e devido a que a maioria de madeiras latifoliadas não se caracterizam por disposição de vasos específica. Esta opção usualmente constitui o valor implicito.

PROCEDIMENTO

Disposição dos vasos (tangencial, diagonal/radial, dendrítica) está determinada de amostras representativas com aumento baixo, e está registrada somente onde existe uma disposição claramente destacada. Em madeiras de porosidade anular, somente está examinada o lenho tardio e pontos intermédios entre lenho tardio e inicial. O anel de vasos do lenho inicial em madeiras de porosidade anular não está considerado quando se está determinando a disposição de vasos.

COMENTÁRIO

Estes carateres ocorrem freqüentemente em combinação. A disposição de vasos em algumas madeiras mostra uma transição entre diagonal e tangencial ou, do mesmo modo, entre diagonal e dendrítica. Todos os carateres aplicáveis devem ser registrados.

A disposição de grupos de poros observada em muitas espécies de olmos (Ulmaceae) tinha sido chamado 'ulmiforme'; Isto descreve madeiras onde os grupos de vasos não lenho tardio são predominantemente em faixas tangenciais onduladas, e algumas vezes tendem a uma disposição diagonal. A disposição dos vasos em forma de arcos tangenciais, típicos das Proteaseas, tinha sido chamado 'festooned' (figurando arcos de vasos curtos e orientados tangencialmente, estendendo-se entre os raios)

Devido a que, em espécies de clima temperado de porosidade anular, estas disposições podem ser restringidas ao lenho tardio, sua expressão depende da largura do anel de crescimento, e quando os anéis são estreitas estas disposições não são óbvias.

#21. <Solitários vs agrupados> vasos/

1. exclusivamente solitários <mais de 90%>/

2. agrupados <solitários e agrupados misturados ou exclusivamente agrupados>/

Vasos exclusivamente solitários = 90% ou mais dos vasos são completamente arredondados por outros elementos, ou seja, um 90% ou mais parecem não estar em contato com outros vasos, como se observa em, por exemplo: Aspidosperma quebracho (Apocynaceae), Caraipa spp. (Bonnetiaceae), Malus sylvestris (Rosaceae), Schima wallichii (Theaceae).

PRECAUÇÃO

É necessário tomar cuidado para reconhecer as seguintes situações que não são múltiplos: (i) Vasos solitários compostos de elementos de vasos com paredes solapadas obliquamente, dando a aparência de pares de vasos na seção transversal como, por exemplo, Cercidiphyllum (Cercidiphyllaceae) e Illicium (Illiciaceae); e (ii) Vasos solitários estreitamente associados, como em algumas espécies de Eucalyptus (Myrtaceae) e Calophyllum (Guttiferae) (Brazier & Franklin 1961).

#22. <Tipo de múltiplos> vasos geralmente/

1. em grupos radiais curtos (de 2–3 vasos)/

2. em grupos radiais de 4 vasos ou mais/

3. em ninhos (rácimos)/

Geralmente em múltiplos radiais de 4 ou mais = cadeias radiais de 4 ou mais vasos adjacentes de ocorrência comum, por exemplo: Cerbera floribunda (Apocynaceae), Ilex aquifolium (Aquifoliaceae), Brachylaena hutchinsii (Compositae), Elaeocarpus hookerianus (Elaeocarpaceae), Strychnos nux-vomica (Loganiaceae), Amyris balsamifera (Rutaceae), Gambeya excelsa (Sapotaceae).

Geralmente em ninhos = ninhos ou grupos de 3 ou mais vasos tendo tanto contatos radial como tangencial, e de ocorrência comum, por exemplo: Polyscias elegans (Araliaceae), Pittosporum ferrugineum (Pittosporaceae); madeira tardía de Gleditsia triacanthos, Gymnocladus dioica (Caesalpiniaceae), Morus alba (Moraceae), Ailanthus altissima (Simaroubaceae).

Geralmente em múltiplos radiais curtos de 2–3 vasos em combinação com um número variável de vasos solitários é a forma mais comum de agrupamento de vasos (constitua o valor implícito).

COMENTÁRIO

O subcaráter 'em múltiplos radiais de 4 ou mais' deverá ser usado somente quando múltiplos radiais de 4 ou mais constituem o agrupamento mais óbvio na seção transversal. O subcaráter 'em ninhos' aplica-se somente quando os ninhos (grupos) são freqüentes e suficientes de tal forma que são observados facilmente durante um rastreio rápido de uma seção transversal. Ninhos e múltiplos radiais de 4 ou mais não são mutuamente exclusivos e podem ocorrer em combinação. As madeiras com vasos em faixas tangenciais freqüentemente mostram também ninhos.

Quando se é descrevendo uma madeira, um índice de agrupamento de vasos pode ser calculado da maneira recomendada por Carlquist (1988): Conte o número total de vasos individuais em no mínimo de 25 unidades de vasos (é importante, contar todos os vasos tanto solitários como os múltiplos), divide o número total de vasos por 25 (o número de unidades considaradas). Um índice de 1.00 indica vasos exclusivamente solitários, e quando mais alto seja o índice, maior será o grau de agrupamento de vasos.

#23. Margem dos vasos <solitários>/

1. redondo /

2. angular/

Margem dos raios (solitários) angular = O contorno de vasos solitários é angular tal e como é observado na seção transversal em, por exemplo: Aextoxicon punctatum (Aextoxicaceae), Cercidiphyllum japonicum (Cercidiphyllaceae), vasos de madeira tardia de carvalhos brancos (por exemplo: Quercus alba, Q. robur - Fagaceae), Stemonurus luzoniensis (Icacinaceae), Hortonia spp. e Mollinedia spp. (Monimiaceae).

Procedimento

Em madeiras de porosidade angular, examinar o lenho tardio devido a que em estas madeiras os vasos do lenho inicial são quase sempre de circulares a ovalados. Utilize somente a margem de vasos solitários devido a que as paredes comuns de vasos múltiplos podem ser aplanadas originando parte dos vasos uma margem angular.

PRECAUÇÃO

Para amostras de fósseis e arqueológicas, utiliza este caráter somente quando não existe obviamente uma distorção de contração ou eventos pos-deposição. A distorção é uma forma sinuosa dos raios indica que a madeira tinha sido comprimida durante seu enterro e que a margem dos vasos provavelmente tinha sido alterado.

#24. <Presença de> duas classes distintas de diâmetro de vasos <em madeiras de porosidade não anular>/

1. presentes/

2. ausentes /

Duas distintas classes de diâmetros de vasos, madeiras de porosidade não anular = madeiras com uma distribuição bimodal de tamanhos de vasos em, por exemplo: Actinidia spp. (Actinidiaceae), Capparis maroniensis (Capparidaceae), Derris hylobia (Papilionaceae), Serjania subdentata (Sapindaceae), Congea tomentosa (Verbenaceae).

COMENTÁRIO

Lianas e plantas xerofíticas freqüentemente tem duas classes de diâmetros de vasos (Carlquist 1985, Baas & Schweingruber 1987).

#25. <Dados qualitativos dos vasos: observações adicionais ou comentários:>/

#26. Diâmetro tangencial dos vasos:/

µm/

Procedimento

O diâmetro de vasos é medido em seções transversais. Os vasos são selecionados sem prejuízo de selecionar os maiores e menores. O diâmetro tangencial dos lúmens de vaso, excluindo a parede, é medido na parte mais larga do orifício. No mínimo 25 vasos devem ser medidos.

Em madeiras de porosidade anular e em madeiras com duas classes de diâmetro de vasos distintos medir e registrar somente a classe de maior tamanho. A informação acerca de diâmetros tangenciais dos vasos menores também é de grande utilidade e deverá ser incluída numa descrição.

Em madeiras de porosidade semianular, medir em direção radial através de anel de crescimento. Para madeiras de porosidade semianular é recomendado que sejam medidos mais de 25 vasos devido a que se espera um desvio padrão maior para estas madeiras.

É recomendado de introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 70 – 100 µm.

COMENTÁRIO

Em árvores, são mais comuns diâmetros tangenciais em médio de 100–200 µm que os diâmetros tangenciais maiores a 200 µm ou que os menores a 50 µm. Em arbustos, são mais comuns os diâmetros tangenciais em médio menores de 50 µm.

#27. Diâmetro tangencial dos vasos: <classes de tamanho>/

1. baixo <menor de 50 µm>/

2. médio <50–100 µm>/

3. grande <100–200 µm>/

4. muito grande <mais de 200 µm>/

#28. Número de vasos/mm2:/

Procedimento

Todos os vasos são contados individualmente, por exemplo: um vaso múltiplo radial de 4 deverá ser contado como quatro vasos (Wheeler 1986). Recomenda-se contar todos os vasos em no mínimo cinco campos (preferencialmente dez) de tamanho apropriado (dependendo do diâmetro de vaso e distribuição), e converter-los a número por mm², é importante, para madeiras com diâmetros de vasos pequenos, utilizar campos de 1 mm por 1 mm ou menores; para madeiras com vasos grandes e espalhados amplamente, utilizar campos inteiros de vista de baixa amplificação (por exemplo: objetivo de 4x). Dos vasos que são parcialmente no campo visual, somente incluir o 50% na contagem. Se a freqüência de vasos é muito baixo, examinar suficiente campos para compensar as variações locais, contanto preferencialmente pelo menos 100 vasos.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: 18 – 28 vasos por milímetro quadrado.

COMENTÁRIO

A freqüência de vasos não está calculado para madeiras de porosidade anular, ou para madeiras com seus vasos combinados, em traços definidos, com traqueídos vasculares/vasicêntricos como, por exemplo: a disposição dendrítica em Rhamnus cathartica (Rhamnaceae), ou a disposição em faixas tangenciais em Ulmus (Ulmaceae).

#29. Número de vasos/mm2 <classes de tamanho>/

1. muito poucos <menos de 5>/

2. poucos <5–20>/

3. moderadamente freqüentes <20–40>/

4. freqüentes <40–100>/

5. muito freqüentes <com mais de 100>/

#30. Comprimento dos elementos vasculares:/

µm/

Procedimento

Medir o comprimento total de cada elemento de vaso de um extremo ao outro, preferencialmente em material macerado. Pelo menos 25 elementos devem ser medidos para obter a média e a margem.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 350 – 680 µm.

#31. Comprimento dos elementos vasculares <classes de tamanho>/

1. baixo <menor de 350 µm>/

2. médio <350–800 µm>/

3. longo <com mais de 800 µm>/

#32. <Dados quantitativos dos vasos: observações adicionais ou comentários:>/

#33. <Tipos de> placas de perfuração/

1. simples/

2. escalariformes/

3. reticuladas, crivadas e outros tipos/

Placa de perfuração simples = Uma perfuração com uma abertura circular ou elíptica única, por exemplo: Aesculus hippocastanum (Hippocastanaceae), Entandrophragma spp. (Meliaceae), Pterocarpus spp. (Papilionaceae), Zelkova spp. (Ulmaceae).

Placa de perfuração escalariforme = Uma placa de perfuração com aberturas alargadas e paralelas separadas por uma ou muitas barras não ramificadas, por exemplo: Corylus avellana (Corylaceae), Goupia spp. (Goupiaceae), Liriodendron tulipifera (Magnoliaceae), Coula edulis (Olacaceae), Rhizophora estropea (Rhizophoraceae), geralmente com 10 ou menos barras;

Por exemplo: Betula verrucosa (Betulaceae), Altingia excelsa, Liquidambar styraciflua (Hamamelidaceae), Sacoglotis gabonensis (Humiriaceae), Schima wallichii (Theaceae) com geralmente 10 – 20 barras;

Por exemplo: Cercidiphyllum japonicum (Cercidiphyllaceae), Dicoryphe stipulacea (Hamamelidaceae), Nyssa ogeche (Nyssaceae), Staphylea pinnata (Staphyleaceae) com geralmente 20 – 40 barras;

Por exemplo: Aextoxicon punctatum (Aextoxicaceae), Hedyosmum spp. (Chloranthaceae), Dillenia triquetra (Dilleniaceae) com geralmente mais de 40 barras.

Placa de perfuração reticulada = Uma placa com aberturas estreitas e separadas por partes de parede, que são muito mais estreitas que os espaços entre elas, ou com uma ramificação abundante e irregular de partes de parede resultando em uma aparência similar a uma rede, por exemplo: Didymopanax morototoni (Araliaceae), Iryanthera juruensis (Myristicaceae).

Placa de perfuração crivada = Uma placa com aberturas elípticas ou circulares similar a uma criva; as partes de parede restantes podem ser mais grossas que no tipo reticulada, por exemplo: Oroxylum indicum (Bignoniaceae).

Outros tipos = Por exemplo: Placas de perfuração complexas ou radiadas, ver COMENTÁRIO.

Procedimento

Determinar o tipo ou tipos de placa de perfuração em seções radiais ou macerações, examinando preferencialmente pelo menos 25 elementos de vasos.

COMENTÁRIO

As perfurações simples são os tipos mais comuns de placa de perfuração, e observam-se em mais de 80% das madeiras do mundo (Wheeler & al. 1986) A maioria das madeiras tem perfurações exclusivamente simples, algumas tem perfurações simples junto com escalariformes e/ou outros tipos de placas de perfuração múltipla; e inclusive outras tem placas de perfuração exclusivamente escalariformes. Quando está presente mais que um tipo de placa de perfuração, todos os tipos deveram ser registrados e podem ser utilizados para identificar uma amostra desconhecida (por exemplo: Didymopanax morototoni - Araliaceae, Oxydendron arboreum - Ericaceae, Fagus sylvatica - Fagaceae, e Platanus occidentalis - Platanaceae, tem tanto placas simples como escalariformes. Naquelas madeiras tanto em placas de perfuração simples como escalariformes, os vasos mais estreitos e os elementos de vaso do lenho tardio muito provavelmente tem placas de perfuração escalariformes.

As placas escalariformes, reticuladas, e crivadas formam uma transição contínua, e as duas últimas são freqüentemente confundidas na literatura. As placas reticuladas e crivadas são restringidas a grupos taxonômicos relativamente pequenos e por isso são combinadas na lista de carateres. As perfurações reticuladas observam-se freqüentemente em combinação com placas escalariformes e constituem uma forma elaborada deste tipo. Iryanthera (Myristicaceae), Dendropanax y Didymopanax (Araliaceae) tem placas escalariformes, reticuladas, e várias formas intermédias e ainda mais perfurações simples; Myrceugenia estrellensis (Myrtaceae) tem placas simples e múltiplas, e estas últimas podem ser descritas diferentemente como escalariforme irregular, crivada, ou até reticulada; Markhamia e Oroxylum (Bignoniaceae) tem placas simples e crivadas.

Iryanthera (Myristicaceae) tem também placas escalariformes com poucas barras ásperas misturadas com grupos de barras secundárias finas, estando freqüentemente ramificadas. Exemplos similares ocorrem em Didymopanax morototoni (Araliaceae) e Ternstroemia serrata (Theaceae). Em todos estes casos, aplicam-se tanto os subcarateres 'escalariformes' como 'reticuladas etc.' Tal e como foi destacado por Carlquist (1988), o termo 'efedroide' não deve ser utilizado para perfurações crivadas em dicotiledóneas.

As placas de perfuração radiais com uma parede central irradiando barras simples e ramificadas estendendo-se a parede de vaso lateral, são encontradas em Cytharexylum myrianthum (Verbenaceae) (Vidal Gomes & al. 1989) e Caryocar microcarpum (Caryocaraceae). Outros tipos de perfurações múltiplas podem ser encontradas no futuro e deveram ser registrados em 'outras formas' com descrição apropriada nos respectivos comentários.

#34. <Placas de perfuração escalariformes:> número de barras:/

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 7–23 barras por placa de perfuração.

#35. <Placas de perfuração: observações ou comentários:>/

#36. <Disposição das> pontuações intervasculares/

1. escalariformes/

2. opostas/

3. alternadas/

Pontuações intervasculares escalariformes = Pontuações intervasculares alargadas ou lineares ordenadas numa série similar a uma escada, por exemplo: Dillenia reticulata (Dilleniaceae), Michelia compressa (Magnoliaceae), Laurelia spp. (Monimiaceae), Rhizophora spp. (Rhizophoraceae).

Pontuações intervasculares opostas = Pontuações intervasculares ordenadas em filas horizontais curtas, ou seja em linhas orientadas transversalmente (perpendicular) a longo dos vasos, por exemplo: Liriodendron tulipifera (Magnoliaceae), Nyssa ogeche (Nyssaceae).

Pontuações intervasculares alternadas = Pontuações intervasculares ordenadas em filas diagonais, por exemplo: em Aceraceae, Mappia racemosa (Icacinaceae), Leguminosae, Meliaceae, Salix spp. (Salicaceae), Sapindaceae.

Procedimento

Geralmente, vistas de superfície as pontuações intervasculares são mais fáceis de encontrar em seções tangenciais devido a que os vasos múltiplos radiais são dos tipos de vasos múltiplos mais freqüentes, e por tanto as pontuações intervasculares são mais freqüentes nas paredes tangenciais. Quando os vasos são em faixas tangenciais e/ou ninhos, as seções radiais também proporcionam vistas superficiais de pontuações intervasculares. Em madeiras com vasos quase exclusivamente solitários as pontuações intervasculares serão extremamente escassas, e freqüentemente não visíveis num única seção longitudinal simples. Em tais madeiras, a forma e o tamanho das pontuações intervasculares deve ser observada na traslação de pontos dos elementos de vaso solitário. Todavia, em madeiras com vasos múltiplos, é melhor determinar a disposição, forma, e tamanho das pontuações na metade do comprimento dos elementos de vaso.

COMENTÁRIOS

As pontuações intervasculares alternadas são as mais comuns, e as pontuações intervasculares opostas e escalariformes são encontradas regularmente em poucos grupos taxonómicos. Quando as pontuações intervasculares alternadas são acumuladas nas margens das pontuações tendem a ser rectangulares na vista de superfície; se as pontuações alternadas não são acumuladas, as margens dos limites são geralmente de circulares e ovalados. Quando as pontuações intervasculares opostas são acumuladas, os esquemas das margens tendem a ser rectangulares na vista de superfície. Algumas espécies tem margens de pontuações intervasculares tanto poligonais como circulares e ovalados. Combinações de diferentes disposições de pontuações intervasculares e/ou tipos intermédios ocorrem (por exemplo: alternadas ou opostas em Buxus- Buxaceae, opostas e escalariformes em Liquidambar- Hamamelidaceae) e podem ser indicadas utilizando diferentes combinações dos carateres distintos das pontuações.

#37. Diâmetro (vertical) das pontuações intervasculares:/

µm/

Procedimento

Medir dez pontuações evitando pontuações excepcionalmente grandes ou pequenas, e registrar a margem correspondente do diâmetro de pontuações.

A conveniência mais amplamente utilizada para determinar o tamanho de pontuações é medir o diâmetro de pontuações horizontalmente. O diâmetro vertical é o caráter mais constante e por tanto um melhor diagnóstico. Para permitir o uso de informação existente (diâmetro horizontal) é recomendado que esta dimensão seja registrada num COMENTÁRIO ao respeito.

COMENTÁRIOS

O tamanho de pontuações pode ajudar a distinguir entre o gênero dentro de uma família e entre família. Por exemplo muitas Meliaceae tem pontuações minúsculas, por outro lado muitos membros das Anacardiaceae tem pontuações grandes.

PRECAUÇÃO

A maioria dos valores de tamanho de pontuações citadas na bibliografia são baseados no diâmetro horizontal das pontuações.

Não confundir pontuações entre vasos e traqueídos vasicêntricos com pontuações intervasculares.

#38. Diâmetro (vertical) das pontuações intervasculares <classes de tamanho>/

1. minúsculas <menor de 4 µm>/

2. pequenas <4–7 µm>/

3. médias <7–10 µm>/

4. grandes <com mais de 10 µm>/

#39. Pontuações intervasculares <presença de guarnições>/

1. guarnecidas/

2. não guarnecidas /

Pontuações intervasculares guarnecidas = Pontuações com a cavidade e/ou abertura total ou parcialmente alinhada com projeções desde a parede celular secundária, por exemplo: Combretaceae, Lythraceae, Myrtaceae, Rubiaceae, e a maioria das Leguminosas.

Procedimento

As pontuações intervasculares guarnecidas observam-se melhor quando são montados em água ou glicerina (num microscópio de varedura eletrônico). Recomenda-se branquear com qualquer produto comercial com o propósito de retirar materiais encrostados que podem cobrir as guarnições, (remolhar seções para serem observadas em microscópio normal e para observações de bloquinhos de madeira no microscópio de varedura eletrônico) deve branquear até que a seção ou superfície perda sua cor; posteriormente lavar em água, e terminar a preparação da amostra.

Quando as pontuações intervasculares são relativamente grandes e as guarnições são ásperas (por exemplo: Terminalia spp. - Combretaceae), as guarnições são relativamente fáceis de observar com um objetivo de imersão em aceite de um bom microscópio. Mas quando as pontuações são minúsculas (4 µm ou menos) como nas Apocynaceae ou Rubiaceae, as guarnições são difíceis de observar com um microscópio comum, e só são visíveis claramente com um microscópio de varedura eletrônica.

COMENTÁRIOS

As guarnições podem ocorrer em pontuações intervasculares, raios vasculares ou parênquima axial e nos traqueídos ou entre fibras.

As guarnições são geralmente carateres de famílias completas ou de grupos dentro de uma família. O número, tamanho, e a distribuição das guarnições (vestures) varia consideravelmente e estas variações podem ser de valor diagnóstico. (Bailey 1933; Ohtani & Col. 1984; Van Vliet 1978; Van Vliet & Baas 1984).

#40. <Pontuações intervasculares: observações adicionais ou comentários:>/

#41. <Aréolas de> pontuações radiovasculares <distintas vs reduzidas ou ausentes>/

1. com aréolas distintas/

2. com aréolas reduzidas ou aparentemente simples/

Pontuações radiovasculares = Pontuações entre células de raio e um elemento de vaso.

Pontuações radiovasculares aeroladas, por exemplo: Aceraceae, Leguminosae, Meliaceae, Ilex aquifolium (Aquifoliaceae), Betula spp. ( Betulaceae), Camptostemon philippinense (Bombacaceae), Couratari oblongifolia (Lecythidaceae).

Pontuações radiovasculares com margens muito reduzidos ou aparentemente simples, por exemplo: em Elaeocarpus calomala (Elaeocarpaceae), Clinostemon spp. (Lauraceae), Eucalyptus spp. (Myrtaceae), Populus spp. (Salicaceae).

COMENTÁRIO

Diversas combinações de carateres distintos de abertura de pontuações radiovasculares podem ocorrer e deveram ser registradas. As pontuações radiovasculares no corpo do raio pode diferir dos que se encontram nas margens do raio (por exemplo: Palaquium galactoxylum - Sapotaceae). Registrar os carateres distintivos para ambos tipos de pontuações.

As pontuações entre o parênquima axial e um vaso parecem em geral às pontuações radiovasculares, e por tanto não é incluída como um caráter separado de descritores quase idênticos. As observações específicas de pontuações entre parênquima axial e um vaso devem ser registradas no respectivo comentário.

#42. <Tamanho e forma de> pontuações radiovasculares <com aréolas distintas>/

1. similares às pontuações intervasculares/

2. diferentes das pontuações intervasculares/

COMENTÁRIO

Se uma madeira tem predominantemente vasos solitários, não é possível a comparação de pontuações de raio e radiovasculares.

#43. <Forma das> pontuações radiovasculares <com aréolas reduzidas ou ausentes>/

1. arredondadas ou angulares/

2. horizontais <escalariforme, "gash-like"> a verticais <husiforme>/

COMENTÁRIO

Pontuações radiovasculares, arredondadas ou angulares, por exemplo em Elaeocarpus calomala (Elaeocarpaceae), Clinostemon mahuba (Lauraceae), Eucalyptus spp. (Myrtaceae), Populus spp. (Salicaceae).

pontuações horizontais ('gash-like') e/ou verticais ('palisade'), por exemplo em Trigonobalanus verticillata, Quercus spp. (Fagaceae), Atherosperma moschata, Laurelia aromatica (Monimiaceae), Horsfieldia subglobosa (Myristicaceae), Syzygium spp. (Myrtaceae).

#44. <Classes de tamanho e tipo das> pontuações radiovasculares/

1. de tamanho e tipo uniforme /

2. de diferentes tamanhos e tipos na mesma célula de raio/

Pontuações radiovasculares de dois distintos tamanhos ou tipos na mesma célula de raio, por exemplo: em algumas espécies de Erythroxylum spp. (Erythroxylaceae), Anacolosa spp., Chaunochiton spp. (Olacaceae), Santalum spp. (Santalaceae), Planchonella spp. (Sapotaceae).

PRECAUÇÃO

Para a codificação deste caráter é essencial que são presentes nos campos de cruzamento dos raios com os vasos, as classes de tamanho ou tipos de pontuações realmente distintas

#45. Pontuações radiovasculares <um único tipo vs unilateralmente composto>/

1. do mesmo tipo em elementos adjacentes /

2. unilateralmente compostas e grossas <mais de 10 µm>/

Pontuações unilateralmente compostas = pontuações nas quais uma pontuação confina duas ou mais pontuações menores na célula adjacente.

Pontuações radiovasculares unilateralmente compostas e grandes (mais de 10µm), por exemplo: em Michelia champaca (Magnoliaceae), Ceriops spp., Kandelia spp., Rhizophora spp. (Rhizophoraceae).

#46. <Localização das> pontuações radiovasculares/

1. localizadas através do todo raio /

2. restringidas às fileiras marginais do raio/

Pontuações de radiovasculares restringidas as fileiras marginais dos raios, por exemplo: Carpinus betulus (Corylaceae), Aesculus hippocastanum (Hippocastanaceae), Populus spp., Salix spp. (Salicaceae).

#47. <Pontuações radiovasculares: observações adicionais ou comentários:>/

#48. <Presença de> engrossamentos em espiral <nos elementos de vasos>/

1. presentes/

2. ausentes /

Engrossamento em espiral em elementos de vaso = aparecem na parte interior da parede do elemento de vaso mostrando uma disposição em espiral. Sinônimo: Engrossamentos em espiral ou engrossamentos heliocoidais.

COMENTÁRIO

Engrossamentos em espiral são variáveis em função da grossura (fino ou grosso), ângulo de inclinação (quase de horizontal até muito inclinado), ramificação ou não ramificação), e distância (de estreito a amplo).

Engrossamento em espiral podem também ocorrer em traqueídos vasculares/vasicéntricos, e em fibras de tecido, e muito raramente em parênquima axial.

PRECAUÇÃO

Não confundir aberturas de pontuações intervasculares coalescentes com engrossamento em espiral.

#49. Engrossamentos em espiral <tipo de elemento de vaso>/

1. somente em elementos de vaso estreitos/

2. em elementos de vasos estreitos e largos/

Engrossamentos em espiral somente em elementos de vaso estreitos. Por exemplo: em Robinia pseudoacacia (Papilionaceae), Ulmus americana (Ulmaceae).

#50. <Localização dos> engrossamentos em espiral <em elementos de vaso>/

1. em toda parte central de elementos de vaso/

2. somente nos apêndices de elementos de vaso/

Engrossamento em espiral através todo elemento de vaso, por exemplo: Acer spp. (Aceraceae), Aesculus spp. (Hippocastanaceae), Cytisus scoparius (Papilionaceae), Prunus spinosa (Rosaceae), Tilia spp. (Tiliaceae).

Engrossamentos em espiral somente nos extremos dos elementos de vaso: por exemplo: Cercidiphyllum japonicum (Cercidiphyllaceae), Liquidamber styraciflua (Hamamelidaceae), Schima wallichii (Theaceae).

#51. <Presença de> tilos nos vasos/

1. presentes/

2. ausentes /

Tilos = Crescimentos de um raio adjacente ou célula de parênquima axial através de uma pontuação mútua para o interior de um vaso, bloqueando parcial ou completamente o lúmen do vaso, e de ocorrência comum (exceto em alburno exterior), por exemplo: Anacardium occidentalis (Anacardiaceae), Acanthopanax spp. (Araliaceae), Cercidiphyllum japonicum (Cercidiphyllaceae), Eucalyptus acmenioides (Myrtaceae), Strombosia pustulata (Olacaceae), Robinia pseudoacacia (Papilionaceae).

Procedimento

Em madeiras de porosidade anular, é melhor examinar os vasos do lenho inicial para tilos devido a que os tilos não encontram-se tão freqüentemente nos vasos de diâmetro pequeno do lenho tardio. Evite o alburno quando se determina a presença de tilos (ou gomas).

COMENTÁRIO

A presença de tilos pode ser pouca ou muita, variando desde todos os vasos cheios com muitos tilos a poucos vasos com poucos tilos. Este caráter aplica-se somente quando a presença de tilos não é esporádica. Tilos podem formar paredes delgadas ou grossas, com ou sem amido, cristais, resinas, gomas, etc. Tal informação deverá ser registrada como comentário num lugar apropriado.

PRECAUÇÃO

A ausência de tilos não é um diagnóstico; para a identificação o caráter pode ser usado somente no sentido positivo.

Não codificar 'tilos traumáticos', como os que observa-se em madeira formada em reação a feridas, e ser muito cuidadoso para não confundir tilos com depósito espumoso, micélio de fungo, e outros depósitos.

#52. <Espessura da parede dos> tilos nos vasos/

1. de paredes finas/

2. esclerosadas/

Tilos esclerotizadas = tilos com paredes lignificadas muito grossas, em lâminas múltiplas. Por exemplo: Chaetocarpus schomburgkianus, Micrandra spruceana (Euphorbiaceae), Cantleya corniculata (Icacinaceae), Eusideroxylon zwageri (Lauraceae).

COMENTÁRIO

As madeiras com tilos esclerotizadas geralmente tem também tilos com paredes delgadas, por tanto ambas opções podem ser aplicadas. Algumas madeiras podem ter tanto tilos como depósitos de gomas (ver caracter respectivo).

#53. <Presença de> outros depósitos <que não sejam tilos> em vasos de cerne/

1. presentes/

2. não observados /

COMENTÁRIO

Em seções transversais, os depósitos observam-se enchendo completamente os lúmens dos vasos; em seções longitudinais os depósitos aparecem ser encrostados ao final dos elementos de vaso. Os depósitos freqüentemente podem ser vistos mais claramente, examinado as madeiras com uma lente de mão (lupa). As técnicas de secionar e montar cortes microscópicos podem remover parte dos depósitos.

O caráter 'outros depósitos' inclui uma ampla variedade de compostos químicos orgánicos e inorgánicos, os quais são de diferentes cores (branco, amarelo, vermelho, marrom, negro, etc.) Em uma descrição é apropriado indicar sua abundância e sua cor assim como sua natureza química. Tal informação pode ser documentada como comentário. Ver Hillis (1987) para mais informação com respeito a composição química dos depósitos.

PRECAUÇÃO

Utilize este caráter somente em forma positiva. Não confundir depósitos com micélio de fungos branqueadores, que pode estar empacotado em uma cavidade de vaso, ou com tilos esclerotizados.

#54. Outros depósitos em vasos de cerne <observações adicionais ou comentários, p.ex. tipo, cor etc.>/

Fibras e Traqueídos

#55. <Presença de> traqueídos vasculares ou vasicêntricos/

1. comummente presentes/

2. de esporádicos a ausentes/

Traqueídos vasculares = Células sem perfurações semelhantes em tamanho, forma, pontuações guarnecidas aos elementos de vaso estreito, e com transição morfológica com estes últimos, por exemplo: Sambucus nigra (Caprifoliaceae), Sophora arizonica (Papilionaceae), Phellodendron amurense (Rutaceae), Lycium europaeum (Solanaceae), Celtis occidentalis (Ulmaceae).

Traqueídos vasicêntricas = Células sem perfurações com numerosas e distintas pontuações areoladas em suas paredes radial e tangencial; presentes ao redor dos vasos, e diferentes das fibras libriformes, freqüentemente, mas não sempre de forma irregular, por exemplo: Castanea spp., Quercus spp. (Fagaceae), muitas espécies dos gêneros Shorea (Dipterocarpaceae) e Eucalyptus (Myrtaceae).

COMENTÁRIO

Os traqueídos vasculares freqüentemente oberservam-se em associação com vasos múltiplos extensivos ou ninhos, especialmente no lenho tardio. Uma extensiva busca através de maceração revelar sua presença em muitas espécies. Todavia, para propósitos de identificação de madeira, utilizá-los somente quando estão presentes em forma comum.

A transição de traqueídos vasculares com elementos de vaso estreitos é implicada pela existência de células com uma só perfuração simples e muito pequena. Alguns anatomistas preferem chamar tais células como traqueídos vasculares, outros preferem chamá-los como elementos de vasos estreitos, provavelmente terminando um vaso. Devido a que tem uma perfuração, tais células é melhor considerá-las como elementos de vaso; os traqueídos são definidos como células sem perfurações.

O glossário de IAWA (1964) inclui na definição de traqueídos vasicêntricos os critérios de "short" (curtas) e "irregularly formed" (de forma irregular), todavia, estes critérios não sempre se aplicam (por exemplo em Eucalyptus spp., cf. Ilic 1987). Devido a que os traqueídos vasculares são freqüentemente entremisturados com vasos (quer dizer, em uma posição vasicêntrica) em muitos taxa, podem ser considerados também como traqueídos vasicêntricos.

#56. <Espessura da parede das> fibras/

1. de paredes finas/

2. de paredes de espessura média/

3. de paredes grossas/

Fibras de parede muito delgado = lúmens de fibra 3 vezes ou mais amplas que a grossura do dobro da parede, por exemplo: Bursera simarouba (Burseraceae), Tetrameles nudiflora (Datiscaceae), Neubergia corynocarpa (Loganiaceae), Tilia japonica (Tiliaceae).

Fibras de parede de grossura média = lúmens de fibra menores a 3 vezes o dobro da grossura da parede, e distintamente abertas, por exemplo: Ilex spp. (Aquifoliaceae), Michelia compressa (Magnoliaceae), Salix alba (Salicaceae).

Fibras de parede muito grossas = Lúmens de fibra quase completamente fechados, por exemplo: Goupia glabra (Goupiaceae), Lophira spp. (Ochnaceae), Strombosia pustulata (Olacaceae), Krugiodendron ferreum (Rhamnaceae), Rhizophora estropea (Rhizophoraceae).

COMENTÁRIO

A medição da grossura da parede de fibra envolve geralmente uma quantidade de trabalho fora de toda proporção ao valor diagnóstico limitado dos valores obtidas. Por tanto, as classes para grossura de parede de fibra são baseados no quociente do diâmetro do lúmen a respeito a grossura da parede. (Chattaway 1932). O quociente proposto é do diâmetro do lúmen referido às grossuras combinadas das paredes entre este e o lúmen da seguinte célula como observa-se na seção transversal. Quando as células são aplanadas radialmente, o lúmen apresenta-se ovalado e por tanto dar um diferente quociente a respeito a parede, dependendo se é medido radial ou tangencialmente. Sugere-se a medição radial.

Chattaway (1932) sugeriu quatro categorias; três são utilizadas aqui. O primeiro item corresponde aproximadamente à categoria 'Parede de fibra muito delgada'; o segundo item inclui duas categorias 'delgadas e grossas'; o terceiro item é idêntico à categoria 'muito grossa'.

A grossura de parede de fibra em muitas espécies é variável e pode existir mais de uma categoria.

PRECAUÇÃO

Em madeiras com anéis de crescimento distintos, a grossura de parede de fibra cambia através do anel de crescimento, e pode ser particularmente grosso ao final do anel (lenho tardio). Quando se está descrevendo a grossura da parede de fibra, não considerar as últimas fibras do lenho tardio. Também não descrever as fibras gelatinosas (fibras formadas em madeira de tensão), que geralmente tem paredes grossas com uma capa gelatinosa não lignificada.

#57. Comprimento das fibras:/

µm/

Procedimento

Utilize macerações de madeira de tronco adulto, e mede o comprimento de pelo menos 25 fibras para determinar a média, margem, e o desvio padrão.

Para madeiras com anéis de crescimento distinto, tome amostras da metade do anel de crescimento. Devido a importância do comprimento da fibra no estudo da qualidade de madeira, foram desenvolvidos uma variedade de métodos para assegurar uma seleção aleatória de células para sua medição. Recomenda-se utilizar um destes (por exemplo: Dodd 1986; Hart & Swindel 1967). Existem muito poucas madeiras nas quais a largura de fibra pode ser medida exatamente de seções longitudinais, de modo que tal método não é recomendado.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 900 – 1450 µm.

#58. Comprimento das fibras <classes de tamanho>/

1. baixo <menor de 900 µm>/

2. médio <900–1600 µm>/

3. longo <con más de 1600 µm>/

#59. <Localização das> pontuações das fibras/

1. em sua maioria restringidas às paredes radiais/

2. comuns nas paredes radial e tangencial/

Procedimento

Determinar a natureza e distribuição das pontuações de fibra somente nas seções longitudinais (radial e tangencial), devido a que na seção transversal muitas paredes de fibra não são estritamente radiais ou tangenciais. Tanto seções longitudinais como transversais são apropriadas para determinar se as pontuações são areoladas ou (aparentemente) simples.

COMENTÁRIO

As seguintes combinações são de ocorrência muito esporádica: 1) 'pontuações de fibra' simples ou com pontuações areolada minúsculas, ou seja pontuações com aréolas de menos de 3 µm de diâmetro ou simples, em combinação com pontuações 'comuns tanto nas paredes como tangencial', por exemplo: Capparis spinosa (Capparidaceae), Nyctanthes arbor-tristis (Oleaceae), Vitis vinifera (Vitaceae); 2) Pontuações de fibra 'distintamente areoladas' em combinação com pontuações de fibra 'principalmente restringidas para as paredes radiais', como pode-se observar em Elaeagnus angustifolia (Elaeagnaceae).

#60. Pontuações das fibras <aréolas distintas vs simples ou com aréolas minúsculas>/

1. simples ou com aréolas minúsculas/

2. claramente areoladas/

Fibras com pontuações simples ou com aréolas minúsculas = fibras (libriformes com pontuações simples ou areoladas com as aréolas de menos de 3 µm em diâmetro, por exemplo: Swietenia spp. (Meliaceae), Inga spp. (Mimosaceae), Fraxinus spp. (Oleaceae), Populus spp. (Salicaceae).

Pontuações de fibra distintamente areoladas = Fibras (também chamadas de fibro-traqueídos) ou traqueídos de tecido básico) com pontuações areoladas com aréolas de 3 µm ou mais em diâmetro, por exemplo: Ilex spp. (Aquifoliaceae), Dillenia spp. (Dilleniaceae), Illicium spp. (Illiciaceae), Xanthophyllum spp. (Polygalaceae), Camelia spp. (Theaceae).

COMENTÁRIO

O caráter 'pontuação de fibra distintamente areolada', parcialmente se traslada-se com os descritores de traqueídos sensu Bailey (1936 e Carlquist (1986a, 1986b, 1988), e fibro-traqueídos sensu Baas (1986). Isto geralmente coincide com o caráter 'pontuações de fibra comum tanto na parede radial como tangencial'

As seguintes combinações são de ocorrência ´muito esporádica: 1) 'pontuações de fibra simples ou com pontuações areoladas minúsculas, ou seja, com aréolas de menos de 3µm ou aparentemente simples, em combinação com pontuações 'comuns tanto nas paredes radial como tangencial', por exemplo: Capparis spinosa (Capparidaceae), Nyctanthes arbor-tristis (Oleaceae), Vitis vinifera (Vitaceae). 2) Pontuações de fibra 'distintamente areoladas' em combinação com pontuações de fibra 'principalmente restringidas às paredes radiais', por exemplo: Elaeagnus angustifolia (Elaeagnaceae).

Dois tipos de fibras a respeito às pontuações da parede (presentes tanto os carateres 'simples ou com aréolas minúsculas' como 'claramente areoladas' podem ocorrer, por exemplo em algumas espécies de Vaccinium - Eriacaceae).

Fibras com pontuações (aparentemente) simples ou com aréolas minúsculas, principalmente confinadas às paredes radias, são fibras libriformes na definição de Baas (1986) ou fibras libriformes e/ou fibro-traqueídos na definição de Carlquist (1986a, 1986b, 1988).

Os términos 'fibras libriformes', 'fibro-traqueídos' e 'fibras verdadeiras' (true fibres) foram evitados deliberadamente como descritores nesta lista por que não há um consenso em suas definições.

#61. <Presença de> engrossamentos em espiral <nas fibras>/

1. presentes/

2. ausentes /

Engrossamento em espiral em fibras = para definição ver descrição anterior, por exemplo: Euonymus europaeus (Celastraceae), Hamamelis japonica (Hamamelidaceae), Cercocarpus ledifolius (Rosaceae), e espécies de clima temperado como Ilex spp. (Aquifoliaceae) e Syringa spp. (Oleaceae).

COMENTÁRIO

Fibras com engrossamento em espiral ocorrem geralmente em madeiras que também tem engrossamento em espiral nos elementos de vaso. Todavia, o contrário não necessariamente aplica. Por exemplo: muitas espécies com engrossamento em espiral em seus elementos de vaso não tem engrossamento em espiral nas fibras.

Engrossamentos em espiral são muito mais comuns em fibras com pontuações distintamente areoladas que em fibras com pontuações simples ou com aréolas minúsculas.

Também ocorrem mais freqüentemente em madeiras de clima temperado que em madeiras tropicais.

#62. <Presença de fibras septadas> fibras/

1. exclusivamente septadas/

2. septadas e não septadas/

3. <exclusivamente> não septadas /

Fibras septadas = fibras de parede(s) transversal(is) delgada(s) e sem pontuações, por exemplo: Spondias mombin (Anacardiaceae), Aucoumea klaineana (Burseraceae), Buchenavia capitata (Combretaceae), Elaeocarpus spp. (Elaeocarpaceae), Aglaia spp. (Meliaceae), Vitex orinocensis (Verbenaceae).

As septas são formadas depois de que as paredes de fibras secundárias foram depositadas; por tanto não se estendem à lâmina média composta entre fibras adjacentes. Septas geralmente não são lignificadas e muito delgadas (cf. Parameswaran & Liese 1969).

COMENTÁRIO

Em algumas madeiras todas as fibras são septadas, por exemplo: Lannea welwitschii, Spondias mombin (Anacardiaceae), Canarium schweinfurthii (Burseraceae). Em outras madeiras, as fibras tanto septadas como não septadas ocorrem juntas, por exemplo: Buchenavia capitata (Combretaceae), Elaeocarpus spp. (Elaeocarpaceae), Swietenia macrophylla (Meliaceae).

#63. <Disposição das> fibras septadas/

1. distribuídas uniformemente/

2. escassas adjacentes a vasos e raios/

3. dispostas em faixas semelhantes a de parênquima, alternando com zonas de fibras normais/

COMENTÁRIO

As fibras septadas podem estar localizadas irregularmente distribuidas, situadas ao redor dos vasos ou raios, e ordenadas em faixas tangenciais que simulam faixas de parênquima. As fibras em faixas simulando parênquima são geralmente septadas; as fibras ordinárias com as quais alteram, ou não são septadas como em Cassine maurocenia, Maytenus obtusifolia (Celastraceae), ou são septadas como em Lagerstroemia tomentosa, Physocalymma scaberrimum (Lythraceae).

O número de septas por fibra pode variar de uma a muitas. Este número pode ser específico de um taxon (ver por exemplo: Van Vliet (1976b). Por tanto, o número médio de septas por fibra deverá estar documentado no respectivo comentário para incluir na respectiva descrição de taxon.

PRECAUÇÃO

Não confundir fragmentos da parede celular raspados, deformações da parede celular, depósitos de goma, hifas de fungos ou tilos em fibras com septas (observadas em algumas Magnoliaceae, Lauraceae, Sapotaceae).

Evite madeira de tensão, devido a que fibras gelatinosas são não septas.

#64. <Fibras: observações adicionais ou comentários, p.ex. presença de tilos, cristais, sílica ou pontuações guarnecidas entre fibras, número de septas por fibra, etc.:>/

Parênquima axial

#65. <Presença de> parênquima axial/

1. presente /

2. ausente ou extremamente raro/

Parênquima axial ausente ou extremamente escasso = conforme a descrição do caráter, por exemplo: Berberidaceae, Punicaceae, Violaceae, Homalium foetidum, Scottellia coriacea (Flacourtiaceae), Sonneratia spp. (Sonneratiaceae).

COMENTÁRIO

É necessário estudar seções longitudinais em combinação com seções transversais para assegurar-se que o parênquima axial é ausente ou extremamente escasso (muito difícil de encontrar; somente poucas "séries longitudinais" por seção) Este caráter pode ser utilizado em combinação com os carateres 'parênquima axial paratracheal escasso', ou com os carateres 'parênquima axial apotraqueal difuso', se, apesar do pouco comum (escassez) de séries longitudinais de parênquima, a distribuição é clara.

#66. <Presença de> parênquima axial <em faixas>/

1. <tipicamente> em faixas/

2. não em faixas /

COMENTÁRIO GERAL

Quando se estar identificando uma amostra desconhecida, utilizar primeiramente o padrão de parênquima mais óbvio e depois o tipo ou os tipos menos evidentes. Assegura-se de utilizar um campo visual amplo quando é definindo o padrão ou padrões de parênquima predominante da seção transversal. As diversas combinações dos três tipos gerais (apotraqueal, paratraqueal e em faixas) descritas mais abaixo podem estar presentes em uma só madeira.

COMENTÁRIO

Este caráter deverá ser codificado somente quando as faixas de parênquima constituem um caráter distinto da seção transversal. As faixas de parênquima podem ser principalmente independentes dos vasos (apotraqueal), definitivamente associados com os vasos (paratraqueal), ou ambos casos. Parênquima 'apotraqueal vs. paratraqueal' por tanto, deverá se codificado independente da presença ou ausência de parênquima em faixas. As faixas podem ser onduladas, diagonais, retas, contínuas ou descontínuas (esta última freqüentemente em transição a confluente).

#67. Faixas de parênquima axial <se marginais>/

1. marginais (ou aparentemente marginais)/

2. não marginais (ou aparentemente marginais) /

Parênquima em faixas marginais ou aparentemente marginais = faixas de parênquima as quais formam mais ou menos uma capa contínua de largura variável nos limites dos anéis de crescimento, ou também delimitando zonas irregularmente distribuidas, por exemplo: Intsia bijuga (Caesalpiniaceae ), Juglans regia (Juglandaceae), Cryptocarya moschata (Lauraceae), Liriodendron tulipifera, Michelia compressa (Magnoliaceae), Cedrela spp., Swietenia spp. (Meliaceae), Horsfieldia subglobosa (Myristicaceae).

O parênquima marginal entende-se como parênquima terminal tanto como inicial; 'aparentemente marginal' inclui o que há sido chamado de 'irregular zonate' (faixas contínuas distribuidas irregularmente).

Em alguns casos as faixas de parênquima marginal estão associadas com canais intercelulares axiais (veja carateres correspondentes).

Em algumas madeiras de clima temperado existem faixas/linhas descontínuas de parênquima no limite de anel de crescimento; esta condição também deverá ser codificada como marginal.

#68. <Disposição de faixas de parênquima> dispostas em forma/

1. reticulada/

2. escalariforme/

3. de faixas mais largas que os raios/

Parênquima reticulado = parênquima em linhas tangenciais contínuas de aproximadamente a mesma largura que os raios, regularmente distribuidos e formando uma rede com eles. A distância entre os raios é aproximadamente igual à distância entre as faixas de parênquima, por exemplo:Cleistopholis spp. (Anonaceae), Diospyros discolor (Ebenaceae), Bertholletia excelsa, Cariniana spp., Couratari guianensis, Eschweilera spp. (Lecythidaceae).

Parênquima escalariforme = parênquima em linhas ou faixas finas iguais e regularmente distribuidos, dispostos horizontalmente ou em arcos, apreciavelmente mais estreitas que os raios com os quais dão uma aparência similar a uma escada na seção transversal. A distância entre os raios é maior que a distância entre as faixas de parênquima, por exemplo: Anisophyllea spp. (Anisophylleaceae), Onychopetalum spp. e a maioria das outras Annonaceae, Cardwellia sublimis, Embothrium mucronatum (Proteaceae), Rhopalocarpus spp. (Rhopalocarpaceae).

de faixas mais largas que os raios = como por definição do descritor, por exemplo: Ficus spp. (Moraceae), Symphonia globulifera (Guttiferae), Lophira alata (Ochnaceae).

PRECAUÇÃO

No passado, alguns anatomistas (por exemplo: Record 1944) utilizaram o termo 'reticulado' para parênquima abundante difuso em agregados com numerosas linhas curtas interrompidas. Este padrão não coincide com termo 'reticulado' utilizado no contexto desta lista como se refere a linhas curtas de células alternando umas contra outras, e faltando a continuidade tangencial das faixas (interrompidas somente pelos raios).

#69. <Largura das> faixas de parênquima/

1. finas, até 3 células de largura/

2. grossas, com mais de 3 células de largura/

Parênquima em faixas estreitas ou até de três células de largura = como por definição do descritor, por exemplo: Dialium guianensis (Caesalpiniaceae), Endospermum malaccensis (Euphorbiaceae), Bertholletia excelsa (Lecythidaceae), Dysoxylum fraseranum (Meliaceae), Autranella congolensis (Sapotaceae), Hannoa klaineana (Simaroubaceae).

Parênquima em faixas de mais de três células de largura = como para o caráter descritor, por exemplo: Dicorynia paraensis (Caesalpiniaceae), Entandrophragma candollei (Meliaceae), Higuera retusa (Moraceae) Lophira alata (Ochnaceae), Pterygota brasiliensis (Sterculiaceae), Erisma uncinatum (Vochysiaceae).

COMENTÁRIO

Faixas de mais de três células de largura são geralmente visíveis a olho nu. Para madeiras com parênquima reticulado, escalariforme, ou marginal (ver carateres correspondentes), a largura das faixas também deverá ser registrado.

#70. <Número das> faixas de parênquima: <por mm radial>/

por mm/

O número de faixas por mm varia e pode ser útil como um caráter diagnóstico em alguns grupos taxonômicos.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 4 – 9 faixas por mm.

#71. <Parênquima axial em faixas: observações adicionais ou comentários:>/

#72. Parênquima axial <apotraqueal vs paratraqueal>/

1. apotraqueal/

2. paratraqueal/

Parênquima axial apotraqueal = parênquima axial não associado com os vasos; os tipos de parênquima apotraqueal são 'difuso' e 'difuso em agregados'.

Parênquima axial paratraqueal = parênquima axial associado com os vasos; os tipos de parênquima paratraqueal são: paratraqueal escasso, vasicêntrico, aliforme (subtipos: em forma de rombo e em forma de alas), confluente, e paratraqueal unilateral.

#73. <Disposição de parênquima axial> apotraqueal/

1. difuso/

2. difuso em agregados/

Parênquima axial difuso = séries individuais de parênquima axial ou em pares distribuídas irregularmente entre os elementos fibrosos da madeira, por exemplo: Aspidosperma polyneuron (Apocynaceae), Alnus glutinosa (Betulaceae), Goupia glabra (Goupiaceae), Cornus plus (Cornaceae), Apodytes dimidiata (Icacinaceae), Crataegus spp. (Rosaceae), Santalum album (Santalaceae).

Parênquima axial difuso em agregados = séries se parênquima agrupados em linhas curtas tangenciais descontinuas e obliquas, por exemplo: Durio spp. (Bombacaeae), Hura crepitans (Euphorbiaceae), Ongokea cornea, Strombosia pustulata (Olacaceae), Agonandra brasiliensis (Opiliaceae), Dalbergia stevensonii (Papilionaceae), Pterospermum spp. (Sterculiaceae), Tilia spp. (Tiliaceae).

COMENTÁRIO

Devido a que existe uma transição contínua de parênquima extremamente raro, difuso, difuso em agregados, a parênquima em faixas estreitas ou em padrão escalariforme, para alguns taxa será necessário registrar mais de um caráter para o parênquima apotraqueal. O parênquima difuso e difuso em agregados apresentam-se freqüentemente em combinação. Record (1944) referiu-se ao parênquima difuso em agregados como 'reticulado'. Esta lista não segue tal uso, senão usa o termo 'reticulado' para descrever um tipo de parênquima em faixas.

PRECAUÇÃO

Ainda que por definição o parênquima apotraqueal não é associado com vasos, madeiras com abundante parênquima difuso e difuso em agregados podem mostrar algumas séries axiais tocando os vasos. Tais contatos aleatórios não deveram ser registrados como parênquima paratraqueal.

Parênquima apotraqueal difuso ocorre algumas vezes principalmente acerca dos raios (parênquima adjacente aos raios sensu Carlquist 1988), e não deverá ser confundido com células envolventes de raios.

#74. <Disposição de parênquima axial> paratraqueal/

1. escasso/

2. vasicêntrico/

3. aliforme/

4. confluente/

5. unilateral/

Parênquima axial paratraqueal escasso = séries de parênquima individuais associados com os vasos formando uma aréola incompleta de parênquima ao redor os vasos, por exemplo: Pistacia vera (Anacardiaceae), Sclerolobium spp. (Caesalpiniaceae), Dillenia pulcherrima (Dilleniaceae), Erythroxylum mannii (Erythroxylaceae), Laurus nobilis (Lauraceae).

Parênquima axial vasicêntrico = células de parênquima formando de uma aureola completa (circular ou ovada) ao redor de um vaso solitário ou múltiplo, por exemplo: Tachigalia myrmecophylla (Caesalpiniaceae), Octomeles sumatrana (Datiscaceae), Ocotea porosa (Lauraceae), Khaya grandifoliola (Meliaceae), Anadenanthera spp., Enterolobium cyclocarpum, Piptadeniastrum africanum (Mimosaceae), Olea europaea (Oleaceae).

Parênquima axial aliforme = células de parênquima formando uma aréola completa com extensões laterais (forma de rombo ou com alas finas) ao redor de um vaso solitário ou múltiplo. Para subtipos e exemplos ver o respetivo caráter.

Parênquima axial confluente = parênquima vasicêntrico ou aliforme ao redor de um vaso ou múltiplo, conectado um ao outro, e freqüentemente formando faixas curtas irregulares, por exemplo: Kigelia africana (Bignoniaceae), Caesalpinia ferrea, Peltogyne confertiflora (Caesalpiniaceae), Marmaroxylon racemosum, Parkia pendula (Mimosaceae), Chlorophora tinctoria (Moraceae), Bowdichia nitida, Vatairea guianensis (Papilionaceae).

Parênquima axial paratraqueal unilateral = parênquima paratraqueal formando capas semicirculares ou somente num lado do vaso e que podem estender tangencialmente ou obliquamente numa disposição aliforme ou confluente ou em faixas curtas, por exemplo: Aspidosperma desmanthum (Apocynaceae), Caraipa grandiflora (Bonnetiaceae), Peltogyne confertiflora (Caesalpiniaceae), Mammea bongo (Guttiferae), Dilobeia thouarsii (Proteaceae).

COMENTÁRIO

Paratraqueal escasso inclui o que ha sido descrito na literatura como 'vasicêntrico incompleto'.

Algumas madeiras tem parênquima paratraqueal vasicêntrico, aliforme, e confluente. Confluente freqüentemente ocorre em transição com faixas e pode ser utilizado em combinação com o caráter 'largura de faixas de parênquima'.

O caráter 'parênquima paratraqueal unilateral' é utilizado em combinação com aliforme e confluente quando é do tipo aliforme e se estende lateralmente e obliquamente. Unilateral inclui tanto abaxial como adaxial devido a que geralmente não é possivel distinguir-se entre os dois num fragmento de madeira.

Às madeiras com vários tipos de parênquima paratraqueal co-ocorrendo e/ou em transição foram assinado o descritor geral 'parênquima predominantemente paratraqueal' por vários autores.

PRECAUÇÃO Traqueídos vasicêntricos/vasculares freqüentemente possuem paredes celulares mais delgadas as fibras, e nas seções transversais podem ser confundidas com parênquima axial. Examinar seções longitudinais para determinar se traqueídos vasicêntricos/vasculares ou parênquima axial rodeiam os vasos

#75. <Tipos de> parênquima aliforme:/

1. em forma de rombo/

2. em forma de alas <extensões laterais> finas/

Parênquima axial aliforme em forma de rombo = parênquima rodeando um vaso ou múltiplo e com extensões laterais formando o contorno da figura de um diamante, por exemplo: Microberlinia brazzavillensis (Caesalpiniaceae), Albizia lebbek, Parkia gigantocarpa (Mimosaceae), Artocarpus chaplasha (Moraceae), Ormosia flava, Vatairea spp. (Papilionaceae), Qualea rosea (Vochysiaceae).

Parênquima axial aliforme em forma de alas = parênquima rodeando um vaso ou múltiplo e com extensões laterais alargadas e estreitas, por exemplo: Jacaranda copaia (Bignoniaceae), Terminalia superba (Combretaceae), Brosimum spp. (Moraceae), Quassia (= Simarouba) amara (Simaroubaceae), Gonystylus spp. (Thymelaeaceae).

#76. Parênquima axial <fusiforme vs seriado>/

1. fusiforme/

2. em série/

Parênquima fusiforme = células de parênquima derivadas de uma célula inicial do câmbio fusiforme sem subdivisões ou alargamento secundário em seus pontos. Na forma parecem como uma fibra curta, por exemplo: Capparis spp. (Capparidaceae), Aeschynomene elaphroxylon, Erythrina spp., Lonchocarpus spp. (Papilionaceae), Triplochiton scleroxylon (Sterculiaceae), Bulnesia spp., Guaiacum spp. (Zygophyllaceae).

parênquima em série = uma série de células de parênquima axial formada através de divisão(ões) transversal(is) de uma simples célula inicial do câmbio fusiforme. Por exemplo:

Dos células por serie como em Dalbergia spp., Lonchocarpus spp., Pterocarpus spp. (Papilionaceae).

Três a quatro células por série como em Terminalia spp. (Combretaceae), Ligustrum spp., Syringa spp. (Oleaceae), Nesogordonia spp. (Sterculiaceae).

Cinco a oito células por série como em Nerium oleander (Apocynaceae), Macaranga spp. (Euphorbiaceae), Fraxinus spp. (Oleaceae).

Mais de oito células por série como em Bhesa spp. (Celastraceae), Lophira spp. (Ochnaceae), Minquartia spp., Tetrastylidum spp. (Olacaceae).

COMENTÁRIO

O tipo de parênquima, fusiforme ou em série, é determinado de seções tangenciais. Células de parênquima fusiforme não são muito comuns e ocorrem geralmente em madeiras com estrutura estratificada e de elementos axiais curtos. Em algumas espécies, as combinações dos carateres anteriores ocorrem, por exemplo: células fusiformes e séries compostas de duas ou mais células.

PRECAUÇÃO Tomar cuidado de não confundir raios unseriados ou finas septadas com parênquima axial em série.

#77. Número de células por série de parênquima axial:/

A largura da série pode diferir entre o lenho inicial e o lenho tardio do mesmo anel de crescimento, ou entre parênquima associado a vaso (paratraqueal) e parênquima o qual não é em contato com os vasos (apotraqueal). Registre tais peculiaridades no respectivo comentário.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: 3 – 7 células por série.

PRECAUÇÃO Tomar cuidado de não determinar o número de células por série de parênquima axial em células cristalíferas e subdivididas.

#78. <Presença de> parênquima não lignificado/

1. presente/

2. ausente /

COMENTÁRIO

Parênquima não lignificado ocorre geralmente em faixas grossas é restringido a um número pequeno de taxa, por exemplo: Apeiba spp., Entelea arborescens, Heliocarpus spp. (Tiliaceae), Laportea stimulans (Urticaceae).

#79. <Parênquima axial: observações adicionais ou comentários:>/

Raios

#80. <Presença de> raios/

1. presentes /

2. ausentes/

COMENTÁRIO

Madeiras sem raios, ou seja, madeiras com elementos axiais somente, são restringidas para um número pequeno de taxas, por exemplo: Arthrocnemum macrostachyum (Chenopodiaceae), Heimerliodendron brunonianum (Nyctaginaceae), Hebe salicifolia, Veronica traversii (Scrophulariaceae). Ver também Carlquist 1988.

PRECAUÇÃO

Em madeiras sem raios e floema incluso (por exemplo; várias Chenopodiaceae), o parênquima conjuntivo (ou seja, o parênquima que vincula duas ou mais séries de floema) pode apresentar extensões radias as quais assemelham-se a raios. Em tais madeiras pode ocorrer uma transcrição de cunhas radias curtas a largas tiras radiais a raios multiseriados 'normais' (Fahn & al. 1986), e o caráter 'ausência de raios' deverá ser utilizado com precaução em tais madeiras.

#81. Número de raios por mm: <tangencial>/

Procedimento

O número de raios por unidade linear é melhor determinar-lo de uma seção tangencial ao longo de uma linha perpendicular ao eixo dos raios. Pode também ser determinado de uma seção transversal. Faça dez medições e registre média, margem e desvio padrão. Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 11–18 raios por mm linear.

COMENTÁRIO

o número de raios por mm flutua muito freqüentemente entre 4 e 12 (Metcalf & Chalk 1950); é menos freqüente abaixo de 4 ou acima de 12. O número de raios por mm não se determina com certeza em madeiras com raios agregados, ou em madeiras com raios muito amplos e dois distintas classe de tamanho, por exemplo; Quercus spp. (Fagaceae).

#82. Raios <uniseriados vs multiseriados>/

1. exclusivamente uniseriados/

2. multiseriados (também quando muito poucos)/

Largura de raio em números de célula = conforme a descrição do caráter.

Raios exclusivamente uniseriados, por exemplo:: Lophopetalum beccarianum (Celastraceae), Terminalia superba (Combretaceae), Hura crepitans (Euphorbiaceae), Castanea sativa (Fagaceae), Populus spp. (Salicaceae).

Procedimento

Determinar a largura dos raios na seção tangencial.

ÇâO

O caráter 'largura dos raios' não aplica-se para raios que tem canais intercelulares radiais ou para raios formando um raio agregado. Por tanto, para uma madeira com raios exclusivamente uniseriados, exceto para os raios com canais intercelulares radiais, descreve-a registrando o caráter referindo-se a canais radiais.

#83. Raios com <largura em número de células>/

células de largura/

Raios de (1-)2 a 3 células de largura, por exemplo: Aucoumea klaineana (Burseraceae), Dialium guianense (Caesalpiniaceae), Alseodaphne costalis (Lauraceae), Albizia (= Samanea) saman (Mimosaceae), Malus sylvestris (Rosaceae).

Raios comummente de 3 a 5 células de largura, por exemplo: Swietenia macrophylla, Entandrophragma cylindricum (Meliaceae), Hymenaea courbaril (Caesalpiniaceae), Hevea brasiliensis (Euphorbiaceae), Shorea subg. rubroshorea (Dipterocarpaceae), Clarisia racemosa (Moraceae), Couratari spp. (Lecythidaceae).

Raios comummente de 5 a 10 células de largura, por exemplo: Acer saccharum (Aceraceae), Spondias mombin (Anacardiaceae), Anisoptera laevis (Dipterocarpaceae), Khaya anthotheca (Meliaceae), Celtis sinensis (Ulmaceae).

Raios comummente de mais de 10 células de largura, por exemplo: Quercus spp. (Fagaceae), Poraqueiba guianensis (Icacinaceae), Rapanea spp. (Myrsinaceae), Platanus spp. (Platanaceae), Cardwellia sublimis, Grevillea robusta (Proteaceae), Tamarix aphylla (Tamaricaceae), Jaquinia revoluta (Theophrastaceae).

Procedimento

Determinar a largura dos raios na seção tangencial contando o número de células na parte mais largo do raio, perpendicular a seu eixo. Quando os raios são de duas classes distintas de tamanho, registrar a largura da classe de maior tamanho.

COMENTÁRIO

Madeiras com raios exclusivamente uniseriados e raios de mais de 10 células de largura são menos comuns.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo 3–5 células.

ÇâO

Os carateres distintivos para a largura de raio não aplicam-se a raios contendo canais radiais ou para os raios formando um raio agregado. Por tanto, para uma madeira com raios exclusivamente uniseriados, exceto os raios com canais referindo-se ao canais radiais.

#84. <Largura dos> raios <multiseriados, classes de tamanho>/

1. comummente finos (2–3 seriados)/

2. raios grandes de largura média (comummente 3–5 seriados)/

3. raios grandes largos (comummente 5–10 seriados)/

4. raios grandes muito largos (comummente mais de 10 seriados)/

#85. <Presença de> raios com a parte multiseriada de igual largura como a parte uniseriada/

1. presentes/

2. ausentes /

Raios com a parte multiseriada tão largo como a parte uniseriada, por exemplo: Anthodiscus amazonicus, Caryocar costaricense (Caryocaraceae), Strombosia pustulata (Olacaceae), Adina cordifolia (Rubiaceae), e muitas Apocynaceae, Sapotaceae, e Euphorbiaceae.

#86. <Presença de> raios agregados/

1. presentes/

2. ausentes /

Raio agregado = um número de raios individuais associados estreitamente um com outro que aparecem macroscopicamente como um raio grande único. Os raios individuais são separados por elementos axiais, por exemplo muitas espécies de Alnus (Betulaceae), Carpinus, Corylus (Corylaceae), Casuarina (Casuarinaceae), Necepsia afzelii (Euphorbiaceae), Castanopsis, Lithocarpus, Quercus - espécies perennifolias (Fagaceae), Emmotum orbiculatum (Icacinaceae), Cryptocarya densiflora (Lauraceae).

COMENTÁRIO

Existe variação no tamanho dos raios individuais que compõem os raios agregados. Em algumas espécies os raios agregados estão compostos de raios finos como, por exemplo: Carpinus spp. (Corylaceae), todavia outros estão compostos de raios mais largos como, por exemplo: Emmotum orbiculatum (Icacinaceae).

Raios agregados ocorrem em muito poucos grupos taxonômicos.

ÇâO

Os raios agregados podem ser relativamente infreqüentes nos taxa onde ocorrem, de modo que podem ser passados por alto facilmente ou estar ausentes numa amostra pequena. Por tanto, este caráter deverá ser utilizado preferencialmente só em forma positiva.

#87. <Presença de> raios <de dois diferentes tamanhos>/

1. de dois diferentes tamanhos/

2. de um único tamanho /

Raios de dois tamanhos distintos = quando são observados na seção tangencial, os raios formam dois populações distintas, por sua largura e geralmente também por sua altura, por exemplo: Acer saccharum (Aceraceae), Poga oleosa (Anisophyllaceae), Ilex aquifolium (Aquifoliaceae), Dillenia pentagyna (Dilleniaceae), Quercus spp. (Fagaceae), Dendrobangia boliviana (Icacinaceae), Scaphium macropodum (Sterculiaceae), Ternstroemia spp. (Theaceae).

COMENTÁRIO

Não existem limites para as classes de tamanho Os raios menores podem ser de uma, duas ou 3 células de largura, os raios maiores podem ser de menos de 5 células de largura.

Geralmente, para fichar a definição do caráter, raios intermédios não deveram existir entre as duas populações ou ser muito escassos. Por tanto se os raios muito grandes ocorrem com poucos de tamanho médio e mais numerosos raios pequenos (por exemplo em espécies do gênero Fagus), este caráter pode ainda ser codificado 'presente'.

ÇâO

Se uma madeira tem raios de duas larguras distintos, não podem ser determinados da seção transversal devido a que nesta vista as fileiras marginais uniseriados dos raios heterocelulares multiseriados poderiam ser interpretados incorretamente como raios estreitos.

Os raios agregados por si mesmo não deveram ser considerados uma classe de tamanho de raio separada. Somente em aquelas espécies onde os raios agregados estão compostos de muitos raios mais amplos que os raios não agregados, aplica-se o primeiro item, por exemplo: várias espécies de Casuarina (Casuarinaceae) e Quercus (Fagaceae).

#88. Altura dos raios grandes/

1. até 500 µm/

2. comummente de 500 até 1000 µm/

3. comummente com mais de 1000 µm/

Raios comummente até 500 µm e entre 500–1000 µm encontra-se na maioria das madeiras comerciais. Ainda, esta diferença pode ser de grande utilidade em que se refere à utilização de descrições que apenas usaram classes de largura dos raios.

Raios comummente de mais de 1 mm de altura = os raios grandes comummente excedendo 1 mm em altura. Por exemplo: Guatteria schomburgkiana (Anonaceae), Anisoptera laevis (Dipterocarpaceae), Uapaca guineensis (Euphorbiaceae), Scottellia coriacea (Flacourtiaceae), Barringtonia asiatica (Lecythidaceae), Platanus occidentalis (Platanaceae), Paypayrola guianensis (Violaceae).

Procedimento

Determinar a altura total do raio na seção tangencial, ao longo de seu eixo.

COMENTÁRIO

Nesta lista de carateres distintivos, três alternativas para a altura total do raio são utilizadas em lugar das duas utilizadas em algumas das primeiras chaves de identificação de entrada múltipla (Clarke 1938; Brazier & Franklin 1961) e na IAWA List (1989). A informação de altura de raio mais detalhada geralmente é dada em descrições e pode ser de grande ajuda ao distinguir entre o taxon em questão e alguns grupos (utilizar o comentário). A altura de raio é bastante variável em algumas madeiras (particularmente madeiras com raios marcadamente heterocelulares), mas bastante uniforme em outros (particularmente madeiras com estrutura estratificada).

#89. <Composição dos> raios/

1. compostos por um único tipo de células (homocelulares)/

2. compostos por dois ou mais tipos de células (heterocelulares)/

Procedimento

Utilizar seções radiais para determinar a composição celular dos raios devido a que os tipos de células de raio procumbentes, eretas e quadradas são definidas sobre a base de sua aparência na seção radial.

COMENTÁRIO

Geralmente, as células eretas e quadradas, se apresentam-se em combinação com células procumbentes, são localizadas nas fileiras marginais, ou seja, aquelas fileiras formando os extremos superior e inferior do raio, e as células procumbentes são localizadas no corpo (centro) do raio.

A composição celular dos raios multiseriados e uniseriados na mesma madeira não é necessariamente a mesma. Em algumas madeiras, os raios uniseriados estão compostos somente de células eretas, todavia os raios multiseriados estão compostos tanto de células eretas/quadradas como células procumbentes. Em madeiras com raios uniseriados e multiseriados recomenda-se descrever a composição celular dos raios multiseriados, não os raios uniseriados.

algumas madeiras tem mais de uma categoria de tipos de raios respeito a sua composição celular. Recomenda-se registrar somente as categorias mais comuns.

Ainda que empregados todavia para propósitos descritivos nas notas de caráter, os términos 'homocelular', 'heterocelular', 'homogéneo' e 'heterogéneo' foram excluídos da lista atual dos carateres ao não existir consenso enquanto a sua definição e sua aplicação exata (por exemplo, para madeiras latifoliadas ou madeiras coníferas).

PRECAUÇÃO A composição do raio varia freqüentemente quando se trata de madeira juvenil ou adulta. Em muitas espécies, os raios perto da medula podem ser compostos totalmente de células eretas, todavia os raios distantes da medula estão compostos amplamente de células procumbentes com somente algumas fileiras de células eretas e/ou quadradas. Quando se é criando um banco de dados, recomenda-se examinar somente amostras de madeira adulta ou, para arbustos, a madeira periférica dos fustes mais grossos disponíveis. Quando um fragmento de madeira desconhecido provem de um ramo delgado, recomenda-se não utilizar a composição do raio para identificação.

Ainda que na seção tangencial, as fileiras marginais compostas de células eratas e quadradas aparecem freqüentemente como margens uniseriados, a presença somente de margens uniseriados não é um indicador seguro de raios heterocelulares. Em algumas madeiras (por exemplo, em Carya spp. - Juglandaceae) há fileiras uniseriadas marginais visíveis na seção tangencial cujas células aparecem mais altas que as células do corpo, mas quando se as observa na seção radial estas células são procumbentes, como são as células da parte multiseriada.

As 'células envolventes' ou 'células baldosas' não são consideradas quando se é definindo a composição celular do raio.

#90. <Tipo de> células dos raios homocelulares/

1. <tipicamente> procumbentes/

2. <tipicamente> quadradas ou eretas/

Raios homocelulares com todas as células procumbentes, por exemplo em Acer spp. (Aceraceae), Tabebuia spp. (Bignoniaceae), Albizia spp. (Mimosaceae), Hannoa klaineana (Simaroubaceae).

raios homocelulares com todas as células eretas e/ou quadradas, por exemplo em Hedyosmum scabrum (Chloranthaceae), Aucuba japonica (Cornaceae).

#91. <Composição dos> raios heterocelulares/

1. com células quadradas e eretas restringidas a fileiras marginais/

2. com células procumbentes, quadradas e eretas misturadas através de todo o raio/

A categoria 'células procumbentes, quadradas e eretas misturadas através do raio', aplica-se somente se há uma mistura ou alteração de diferentes formas de células de raio através do raio, sem considerar se trata-se de raios uniseriados ou multiseriados ou partes do raio. Aplica-se esta categoria a madeiras com raios verticalmente fusionados (ou raios com partes alternantes de uniseriados e multiseriados) onde as partes uniseriadas podem estar compostas de células quadradas e eretas e as partes multiseriadas de células procumbentes.

somente a presença de células tipo 'envolvente' o células tipo 'baldosa' também não qualificam uma madeira para a opção 'células procumbentes, quadradas e eretas misturadas através do raio'.

#92. <Número de fileiras marginais de células quadradas ou eretas>/

1. geralmente com 1 fileira de células quadradas e eretas/

2. geralmente con 2–4 fileiras de células quadradas e eretas/

3. com mais de 4 fileiras de células quadradas e eretas/

Células procumbentes (corpo do raio) com uma fileira marginal de células eretas e/ou quadradas. Por exemplo: Kalopanax pictus (Araliaceae), Aucoumea klaineana (Burseraceae), Pseudocedrela kotschyi (Meliaceae).

Células procumbentes (corpo do raio) em sua maioria com 2 – 4 fileiras marginais de células eretas e/ou quadradas. Por exemplo: Liquidamber styraciflua (Hamamelidaceae), Carapa guianensis (Meliaceae), Treculia africana (Moraceae), Alseis peruviana (Rubiaceae), Euscaphis spp. (Staphyleaceae).

Células procumbentes (corpo do raio) em sua maioria mais de 4 fileiras marginais de células eretas e/ou quadradas. Por exemplo: Weinmannia descendens (Cunoniaceae), Quintinia spp. (Escalloniaceae), Homalium foetidum (Flacourtiaceae), Humiria spp. (Humiriaceae), Ottoschulzia spp. (Icacinaceae), Coffea spp. (Rubiaceae), Turpinia spp. (Staphyleaceae).

#93. <Presença de> células envolventes/

1. presentes/

2. ausentes /

Células envolventes = células dos raios que são localizadas ao longo dos lados dos raios largos (mais de 3-seriados) como observa-se na seção tangencial, e são maiores (geralmente mais altos que largos) que as células centrais. Por exemplo: Ceiba pentandra (Bombacaeae), Cordia alliodora (Boraginaceae), Sambucus nigra (Caprifoliaceae), Dipterocarpus lowii (Dipterocarpaceae) Stemonurus luzoniensis (Icacinaceae) Ailanthus altissima (Simaroubaceae), Eribroma (= Sterculia) oblonga (Stercualiaceae).

COMENTÁRIO

A presença de células envolventes deverá ser determinada de seções tangenciais. Há variabilidade na freqüência e claridade de células envolventes. Em algumas espécies, a maioria, senão todos os raios multiseriados possuem células envolventes que são muito maiores que as outras células de raio, todavia em outras madeiras as células envolventes não são freqüentes e/ou apenas ligeiramente maiores que as células adjacentes. Quando se está identificando uma amostra de madeira desconhecida, recomenda-se não utilizar este caráter como uma primeira linha de aproximação, a menos que está bem definido.

PRECAUÇÃO

Não confundir as células envolventes com células tipo 'baldosa', as quais são encontradas sempre no corpo de raio assim como nas margens, e são visíveis tanto em seções tangenciais como, preferencialmente, radiais.

#94. <Presença de> células tipo tijolo/

1. presentes/

2. ausentes /

Células tipo baldosa = um tipo especial de células eretas (raramente quadradas) de raio aparentemente vazias, presentando-se em séries horizontais intermédias geralmente distribuídas entre as células procumbentes. Por exemplo: Durio spp., Neesia altissima (Bombacaceae), Guazuma spp., Kleinhovia hospita, Pterospermum spp. (Sterculiaceae), Desplatsia spp., Mollia spp., e algumas espécies de Grewia (Tiliaceae).

COMENTÁRIO

As células tipo baldosa foram classificadas por alguns autores em dois grupos: tipo ‘Durio' quando tem mesma altura que as células procumbentes de raio, e tipo ‘Pterospermum' quando são mais altas. Todavia, esta distinção é duvidosa desde que há transições entre os dois, como em Guazuma (Sterculiaceae), e Grewia (Tiliaceae). As células tipo baldosa não se observam em raios uniseriados, e até onde é conhecido estão restringidas à ordem Malvales.

#95. <Presença de> células perfuradas de raio/

1. presentes/

2. ausentes /

Células perfuradas de raio= células de raio das mesmas dimensões ou maiores que as células adjacentes, mas com perfurações, as quais são geralmente nas paredes laterais conectando dois vasos em cada lado do raio. Por exemplo: Combretum leptostachium (Combretaceae), Richeria racemosa (Euphorbiaceae), Chaunochiton breviflorum (Olacaceae).

COMENTÁRIO

O tipo de perfuração numa célula perfurada de raio pode ser simples, escalariforme, reticulada, ou crivada, e não coincide necessariamente com o tipo que observa-se na placa de perfuração dos elementos de vaso da mesma madeira. Por exemplo: Sloanea monosperma (Elaeocarpaceae) y Richeria racemosa (Euphorbiaceae) tem perfurações simples nos elementos de vaso e perfurações escalariformes nas células perfuradas de raio. Em Siparuna (Monimiaceae ) ha uma margem de perfurações múltiplas nas células de raio, mas as perfurações de elemento de vaso são simples e/ou escalariformes com algo de variações dependendo da espécie.

As células de raio com perfuração tem pontuações areoladas similares às pontuações intervasculares. podem ocorrer individualmente ou em fileiras radiais ou tangenciais. As fileiras radiais de células de raio perfuradas com seus perfurações nas paredes tangenciais foram descritos como 'vasos radiais' (van Vliet 1976a).

PRECAUÇÃO

Utilize este caráter somente no sentido positivo e com alguma precaução porque madeiras que possuem células perfuradas de raio podem ter-los em tal baixa frequência que podem facilmente haver estado passados por alto ao criar uma banco de dados, ou investigar uma amostra desconhecida.

#96. <Presença de> paredes do extremo das células de raio disjuntas/

1. distintas/

2. indistintas ou ausentes /

Células de raio com as paredes terminais disjuntivas = células de raio cujas paredes terminais são mais ou menos distendidas mas com contatos mantidos através de estruturas tubulares ou complexas da parede celular. Por exemplo: Funtumia africana (Apocynaceae ), Buxus sempervirens (Buxaceae), Croton oligandrus, Glycydendron amazonicum, Suregada laurina (Euphorbiaceae), Malpighia incana, Gardenia imperialis, Randia armata (Rubiaceae).

COMENTÁRIO

O parênquima axial pode também ser disjuntivo.

#97. <Raios: observações adicionais ou comentários:>/

Estructuras estratificadas

#98. <Presença de> estrutura estratificada/

1. presente/

2. ausente /

Estrutura estratificada = células ordenadas em fileiras ou séries horizontais como observadas na superfície tangencial.

Procedimento

A presença de estruturas estratificadas deveria estar determinada da seção tangencial, não da seção radial! A disposição dos raios em estratos está visível a amplificação baixa, ou ao olho nu, ou com uma lente de mão, e amostra-se como estratos finos horizontais na superfície tangencial.

COMENTÁRIO

Em alguns taxa todos os elementos que compõem a madeira estão estratificados, todavia em outros, diversas combinações de elementos estão estratificados.

Há variabilidade dentro das espécies e amostras. Por exemplo, em algumas amostras de Swietenia (Meliaceae) os raios estão nítidamente estratificados, ainda em outras a estratificação é irregular, e em outras os raios não estão estratificados.

PRECAUÇÃO

A estratificação de elementos de vaso largos pode estar oculta devido ao aumento das células durante seu desenvolvimento, de modo que é melhor examinar os elementos de vaso mais estreitos para determinar se os elementos de vaso estão estratificados ou não.

#99. <Raios, se estratificados>/

1. todos os raios estratificados/

2. alguns raios estratificados, outros não <raios baixos vs altos>/

3. raios não estratificados /

Todos os raios estratificados. Por exemplo: Dalbergia bariensis, Pterocarpus santalinoides (Papilionaceae ), Quassia (= Simarouba) amara (Simaroubaceae).

Os raios baixos estratificados, os raios altos não estratificados. Por exemplo: Scaphium spp., Triplochiton scleroxylon (Sterculiaceae), Cercis canadensis (Caesalpiniaceae).

#100. Parênquima axial <se estratificado>/

1. estratificado/

2. não estratificado /

Parênquima axial e/ou elementos de vaso estratificados. Por exemplo: Balanites aegyptiaca (Balanitaceae), Dalbergia bariensis, Spartium juncuum (Papilionaceae), Tamarix spp. (Tamaricaceae).

#101. Elementos de vasos <se estratificados>/

1. estratificados/

2. não estratificados /

Geralmente, se o parênquima axial está estratificado, os elementos de vaso estão também estratificados. Todavia, por razões de ordem sistemático os dois tecidos foram mantidos separados. Se o parênquima axial e elementos de vaso são estratificados codifica-se os dois no sentido positivo.

PRECAUÇÃO

A estratificação de elementos de vaso largos pode estar oculta devido ao aumento das células durante seu desenvolvimento, de modo que é melhor examinar os elementos de vaso mais estreitos para determinar se os elementos de vasos estão estratificados ou não.

#102. Fibras <se estratificadas>/

1. estratificadas/

2. não estratificadas /

Fibras estratificadas. Por exemplo: Quassia (= Simarouba) amara (Simaroubaceae), Octomeles sumatrana (Datiscaceae), Zygophyllum dumosum (Zygophyllaceae).

#103. Disposição dos estratos <dos elementos estratificados>/

1. regular (horizontal ou reto) /

2. irregular/

Raios e/ou elementos axiais estratificados irregularmente = estratificação de raios e/ou elementos axiais não horizontais ou retos, mas ondulados e oblíquos (sinônimo: 'in echelon'), ou somente presente localmente. Por exemplo: certas Leguminosae (Monopetalanthus, Tetraberlinia), Entandrophragma cylindricum (Meliaceae), Fraxinus alba (Oleaceae), Tieghemella spp. (Sapotaceae).

#104. Número de estratos por mm axial/

COMENTÁRIO

O número de estratos de raio por mm pode ser útil ao distinguir gêneros e espécies, especialmente nas Leguminosae as quais tem muitos taxa com raios estratificados.

Recomenda-se introduzir uma margem de valores, por exemplo: de 4 – 7 estratos por mm.

#105. <Estrutura estratificada: observações adicionais ou comentários:>/

Estructuras secretoras

#106. <Presença de> células oleíferas e mucilaginosas/

1. presentes/

2. ausentes /

Célula oleífera = célula especializada do parênquima dos raios ou do parênquima axial que contém substâncias orgânica (não necessariamente óleos); Geralmente, mas não sempre alargada (idioblasto) e arredondada em seu contorno, ocasionalmente de considerável extensão axial. Por exemplo: Nectandra grandis, Ocotea glaucinia, Ocotea porosa, Ocotea tenella e muitas outras espécies de Lauraceae, Talauma spp. (Magnoliaceae).

Célula mucilaginosa = célula especializada do parênquima dos raios ou de parênquima axial que contém substâncias mucilaginosas; geralmente, mas não sempre alargada e arredondada em seu contorno, ocasionalmente de considerável extensão axial (assemelhando fibras). Por exemplo, de orientação axial em algumas espécies de Endlicheria e Ocotea (Lauraceae), e no parênquima de raio de algumas espécies de Nectandra e Persea (Lauraceae).

COMENTÁRIO

A ocorrência de células oleíferas e/ou mucilaginosas é limitada a muito poucas dicotiledóneas (lenhosas) e são similares exceto por seus conteúdos, que são removidos muito facilmente durante os procedimentos microtécnicos (Richter 1977).

Devido a que não é prático distinguir por sua aparência entre células oleíferas e mucilaginosas, são registradas conjuntamente.

#107. As células oleíferas e mucilaginosas associadas com/

1. parênquima axial/

2. parênquima radial/

3. fibras/

COMENTÁRIOS

Tanto as células oleíferas como as mucilaginosas estão associadas comummente com parênquima axial e/ou de raio, mas podem estar presentes também entremisturadas com as fibras. Diversas combinações destes carateres com respeito ao tipo de conteúdo e ubiquação ocorrem conjuntamente (ver Baas & Gregory 1985; Gregory & Baas 1989, Richter 1981).

#108. <Células oleíferas e mucilaginosas: observações adicionais e comentários:>/

#109. <Presença de> canais intercelulares/

1. presentes/

2. ausentes /

Canal intercelular = um conduto intercelular tubular rodeado por um epitélio, contendo geralmente produtos de planta secundários tais como resinas, gomas, etc., secretadas pelas células epiteliais. Os canais intercelulares podem estar orientados axialmente (canal intercelular vertical axial), ou radialmente (o canal intercelular horizontal radial, dentro de um raio). Sinônimos: canal resinífero, conduto resinífero.

#110. Canais intercelulares <de origem traumático?>/

1. de origem traumático/

2. de origem não traumático /

Canais intercelulares traumáticos = canais formados em resposta a lesões produzidas a uma árvore viva, ordenados em grupos pequenos ou em faixas tangenciais, geralmente irregulares em seu contorno e distribuidos estreitamente. Por exemplo: Terminalia procera (Combretaceae), Liquidambar styraciflua (Hamamelidaceae), Carapa procera (Meliaceae), Prunus serotina (Rosaceae), Balfourodendron riedelianum, Murraya exotica (Rutaceae), Quassia (= Simarouba) amara (Simaroubaceae).

PRECAUÇÃO

Os canais intercelulares traumáticos não apresentam-se consistentemente nas espécies, por tanto, quando se está identificando uma amostra desconhecido, nunca utilizar a ausência de canais intercelulares traumáticos.

#111. <Axial o radial, tipo de> canais intercelulares/

1. tipo axial/

2. tipo radial/

Os canais intercelulares traumáticos podem estar orientados axialmente (canal intercelular vertical axial), ou radialmente (canal intercelular horizontal radial, dentro de um raio).

#112. <Disposição de> canais intercelulares/

1. em linhas tangenciais longas/

2. em linhas tangenciais curtas/

3. de distribuição difusa/

Canais axiais em linhas tangenciais longitudinais = mais de cinco canais numa linha. Por exemplo: Copaifera spp., Sindora spp. (Caesalpiniaceae), Dryobalanops spp., Hopea spp., Neobalanocarpus spp., Parashorea spp., Shorea spp.(Dipterocarpaceae). Sinônimo: canais axiais concêntricos.

Canais axiais em linhas tangenciais curtas = de dois a 5 canais axiais em uma linha. Por exemplo: Dipterocarpus spp. (Dipterocarpaceae).

Canais axiais difusos = canais solitários distribuidos aleatoriamente. Por exemplo: Prioria copaifera (Caesalpiniaceae), Anisoptera spp., Cotylelobium spp., Upuna borneensis, Vateria macrocarpa, Vatica spp (Dipterocarpaceae).

COMENTÁRIO

É possível ter uma mistura destes carateres numa mesma madeira.

COMENTÁRIO

Em alguns taxa de Dispersara, o tamanho dos canais axiais é útil para distinguir espécies. Por exemplo: se os canais são pequenos (diâmetros menores de 100 µm ou grandes diâmetros maiores de 100 µm). (Ver Gottwald & Parameswaran 1964).

A cor da resina nos canais de Dipterocarpaceae pode ser útil também na identificação.

O efeito dos canais radiais na forma de raio (por exemplo, se o canal tem ou não a forma de um raio fusiforme), o tamanho, e o número de canais por raio são também carateres distintivos úteis.

#113. <Canais intercelulares: observações adicionais ou comentários:>/

#114. <Presença de> lacticíferos ou tubos taniníferos/

1. presentes/

2. ausentes /

Tubos = células ou series de células de longitude indeterminada, estendendo-se radialmente (dentro dos raios) ou verticalmente (entre as fibras); de acordo com os conteúdos específicos se distinguem dois tipos, tubos lacticíferos e taniníferos.

Tubos lacticíferos = tubos contendo látex, o látex pode ser incolor, de amarelo-claro a marrom; os tubos lacticíferos podem estender-se radialmente (nos gêneros de Apocynaceae, Asclepidaceae, Campanulaceae, Caricaeae, Euphorbiaceae, Moraceae), ou axialmente (espaços entre as fibras e até o momento conhecidos somente nas Moraceae).

Tubos taniníferos = tubos nos raios contendo taninos, os quais são de color marrom-vermelho (conhecidos até o momento somente nas Myristicaceae).

COMENTÁRIO

Ainda que o látex é freqüentemente claro, e os taninos são escuros, a cor não é uma diferença confiável, por tanto os testes químicos de taninos são requeridos para verificar os conteúdos do tubo.

As diferenças estruturais entre os tubos lacticíferos e taniníferos aparentemente são mínimas (Fujii 1988). Por tanto, estes dois carateres distintos são combinados dentro de um só descritor. Os lacticíferos (agregados de células tubulares lacticíferas) são incluídos neste descritor.

Os tubos taniníferos freqüentemente são difíceis de reconhecer em seções tangenciais devido a que à vista suas dimensões podem aparecer similares às células de raio; a observação em seções radiais mostra que os tubos taniníferos são mais largos (comprimento indeterminada!) que as células procumbentes de raio.

#115. <Lacticíferos ou tubos taniníferos: observações adicionais ou comentários:>/

Variantes do câmbio

#116. <Presença de> floema incluso/

1. presente/

2. ausente /

#117. <Disposição de> floema incluso/

1. de forma concêntrica/

2. difuso/

Floema incluso de forma concêntrica = capas floemáticas tangenciais alternando com zonas de xilema e/ou tecido conjunto. Por exemplo: Avicennia spp. (Avicenniaceae), Suaeda monoica (Chenopodiaceae).

Floema incluso difuso = Ilhas de floema distribuidas aleatoriamente. As ilhas de floema podem estar rodeadas por parênquima ou elementos traqueais não perfurados. Por exemplo: Strychnos nux-vomica (Loganiaceae). Sinônimo: floema incluso, floema foraminado.

COMENTÁRIO

As opções do caráter para o tipo de floema incluso estão baseadas na aparência da madeira, e não tem inferências evolucionistas. Não são definidas sobre a base de se existe um câmbio permanente único, ou um câmbio sucessivo, ou se o tecido que rodeia as ilhas de floema é xilema ou tecido conjunto. Tal como indicação Mikesell & Popham (1976) e Carlquist (1988), é aconselhável restringir o termo ‘floema interxilar' (interxylary phloem) a aqueles casos em que o floema há sido produzido internamente por um só câmbio único.

O floema incluso do tipo concêntrico muito freqüentemente encontra-se em transição com o floema incluso do tipo difuso (por exemplo, em muitas Chenopodiaceae). Em qualquer caso de duvida utilizar ambas opções do caráter. Em espécies com floema incluso concêntrico as faixas de floema podem ramificar-se e juntar-se, e o parênquima conjuntivo forma extensões radiais assemelhando raios.

#118. <Presença de> outras variantes do câmbio/

1. presentes/

2. ausentes /

Outras variantes do câmbio = categoria para uma diversidade de variantes do câmbio incluindo axis elípticos, aplanados, e fissurados na seção transversal. Os axis com xilema lobulado ou fissurado, xilema agregado; composto, dividido, "corded" (rosariado = tecido de xilema estrangulado equidistantemente simulando um rosário ou uma coluna vertebral) e zonas de xilema partido.

Devido a que o floema incluso e outras variantes do câmbio são de ocorrência regular no taxon no qual são encontrados, o termo ‘anômalo´ deve ser considerado como um nome errado.

Outras variantes do câmbio ocorrem mais freqüentemente em lianas. Para mais informação ver Carlquist (1988).

#119. <Floema incluído e outros variantes do câmbio: observações adicionais ou comentários:>/

Inclusões minerais

#120. <Presença de> cristais/

1. presentes/

2. não observados/

COMENTÁRIO

A relativa abundância de cristais é variável. Em algumas espécies, os cristais são consistentemente abundantes; em outras, estão presentes consistentemente, mas não abundantes; e ainda em outras espécies, estão presentes em algumas amostras, mas ausentes em outras.

Os cristais, particularmente os pequenos, são detectados mais facilmente com luz polarizada.

PRECAUÇÃO

Existem muitos gêneros nos quais os cristais estão regularmente ausentes. Por exemplo: Dipterocarpus spp. (Dipterocarpaceae), Betula spp. (Betulaceae), Liriodendron spp. (Magnoliaceae), e Tilia spp. (Tiliaceae). Mas, quando se está identificando um gênero desconhecido, a utilização da ausência de cristais não é recomendada, devido a que os cristais são de ocorrência esporádica em muitos outros taxa. Por exemplo: Acer spp. (Aceraceae), Quercus spp. (Fagaceae), e Ulmus spp. (Ulmaceae).

#121. <Tipo de> cristais/

1. prismáticos/

2. drusas/

3. ráfides/

4. aciculares (em forma de agulhas)/

5. estilóides ou alargados/

6. em forma de areia (microcristais)/

7. em outras formas/

Cristais prismáticos = cristais solitários romboédricos ou octaédricos compostos de oxalato de cálcio, os quais são birrefringentes abaixo luz polarizada. Sinônimo: cristal romboidal.

Drusas = cristal composto, mais ou menos em forma esférica, na qual os vários cristais que compõem-la sobressaiam da superfície dando a toda a estrutura, uma aparência em forma de 'mangual' (estrela). Por exemplo: Hibiscus tiliaceus (Malvaceae). Sinônimo: Cristal agrupado.

Ráfides = um conjunto compacto de cristais largos assemelhando agulhas. Por exemplo: Dillenia reticulata, Tetracera boliviana (Dilleniaceae), Pisonia spp. (Nyctaginaceae), Psychotria recordiana (Rubiaceae), Tetramerista crassifolia (Tetrameristaceae), Vitis vinifera (Vitaceae).

Cristais aciculares = cristais delgados com forma de agulhas que não se apresentam em conjuntos. Por exemplo: Tecoma stans (Bignoniaceae), Cryptocarya glaucescens (Lauraceae), Gmelina arborea (Verbenaceae).

Estilóides = cristais alargados, tipicamente de duas a quatro vezes mais de comprimento que de largura, com extremos puntiagudos. Por exemplo: Maytenus obtusifolia (Celastraceae), Terminalia amazonica (Combretaceae), Gelsemium sempervirens (Loganiaceae), Memecylon membranifolium (Melastomataceae), Gallesia integrifolia (Phytolaccaceae), Gonystylus bancanus (Thymelaeaceae).

Cristais alongados = cristais de duas a quatro vezes mais compridos que largos com extremos puntiagudos. Por exemplo: Siphonodon pendulum (Celastraceae), Ligustrum vulgare (Oleaceae), Vitex glabrata (Verbenaceae).

Cristais tipo aréia = uma massa granular composta de cristais muito pequenos. Por exemplo: Cordia subcordata (Boraginaceae), Actinodaphne hookeri (Lauraceae), Bumelia obtusifolia (Sapotaceae), Nicotiana cordifolia (Solanaceae). Sinónimos: microcristais, aréia cristalina.

Cristais de outras formas (a maioria pequenos) = inclui qualquer outra forma de cristais. Por exemplo: cúbica como em Aporusa villosa (Euphorbiaceae), navicular (figurando un barco)como em Litsea reticulata (Lauraceae), fusiforme figurando um fuso como em Dehaasia spp.(Lauraceae), piramidal como em Caryodaphnopsis tonkinensis (Lauraceae), tubular como em Aniba spp.(Lauraceae), indentado como em Forstiera segregata (Oleaceae), cristais gêmeos como em Nestegis spp.(Oleaceae), etc.

COMENTÁRIOS

Cristais prismáticos (romboidais) representam o tipo mais comum de cristais na madeira (Chattaway, 1951,1956).

Os outros tipos de cristais não são comuns, e sua ocorrência pode ser esporádica. Por tanto, as opções do caráter respectivo deveram ser utilizadas somente no sentido positivo. Ráfides e estilóides ocorrem freqüentemente em células alargadas. Para mais informação sobre tipos de cristais, ver Chattaway (1955, 1956) e Richter (1980).

A diferença entre cristais estilóides e alongados é somente no tamanho (os cristais alongados são geralmente muito menores que os estilóides). Por tanto, estes dois tipos são somados na opção 'outras formas'.

PRECAUÇÃO

Tomar cuidado de não interpretar uma seção transversal de um cristal alongado ou acicular como um cristal cúbico.

Os cristais em faces de ráfides separam-se freqüentemente durante o secionamento.

#122. <Tipo de tecido com cristais> cristais localizados em/

1. células dos raios/

2. células do parênquima axial/

3. fibras/

4. tilos/

COMENTÁRIO

Em alguns taxa, os cristais ocorrem somente em um tipo de célula; em outros taxa, ocorrem em mais de um tipo de célula. Neste último caso, registre todos os carateres distintivos que aplicam.

Ainda que os tilos não podem qualificar-se apropriadamente como células, se não somente como crescimentos de células parenquimatosas, a ocorrência de cristais nos tilos pode ser de valor de diagnóstico em alguns grupos taxonómicos. Os cristais em tilos são conhecidos por ocorrer nos seguintes taxa: Astronium graveolens (Anacardiaceae), Cordia gharaf (Boraginaceae), Pera bumeliaefolia (Euphorbiaceae), Chlorophora tinctoria, Pseudolmedia spuria (Moraceae), Chrysophyllum auratum, e muitas outras espécies de Sapotaceae.

#123. <Tipo de> células cristalíferas dos raios:/

1. eretas e/ou quadradas/

2. procumbentes/

cristais em células eretas e/ou quadradas de raio. Por exemplo: Astronium spp. (Anacardiaceae), Bursera spp. (Burseraceae), Khaya anthotheca (Meliaceae), Helicostylis spp. (Moraceae).

Cristais em células procumbentes de raio. Por exemplo: Anogeissus latifolia (Combretaceae), Carpinus spp. (Corylaceae).

COMENTÁRIO

Em algumas espécies, os cristais ocorrem através de todo o raio. Em outras espécies com raios heterocelulares são restringidos a fileiras marginais de células eretas e/ou quadradas, células eretas e/ou quadradas no corpo do raio, ou às células envolventes. Em outros todavia, os cristais são restringidos às células procumbentes do corpo do raio. Esta última condição não é comum e ocorre geralmente em combinação com cristais em cadeias radiais.

#124. <Presença de células septadas> células eretas e/ou quadradas cristalíferas/

1. septadas/

2. não septadas /

Células cristalíferas = células septadas de parênquima axial ou células de parênquima de raio divididas em compartimentos por paredes celulares finas a grossas.

Cristais em células cristalíferas e/ou quadradas de raios septadas. Por exemplo: Elaeocarpus calomala (Elaeocarpaceae), Glycidendron amazonicum (Euphorbiaceae), Banara nitida (Flacourtiaceae), Byrsonima laevigata (Malpighiaceae), Fagara flava (Rutaceae).

#125. <Disposição de> cristais nas células dos raios procumbentes/

1. em cadeias radiais/

2. não em cadeias radiais /

Cristais em cadeias radiais em células procumbentes de raio. Por exemplo: Aspidosperma quebracho-blanco (Apocynaceae), Anogeissus latifolia, Bucida buceras (Combretaceae), Securinega perrieri (Euphorbiaceae), Ouratea surinamensis (Ochnaceae), Gonystylus spp. (Thymelaeaceae).

COMENTÁRIO

Este caráter pode aplicar-se tanto a cristais em células subdivididas em compartimentos como em células não subdivididas em compartimentos.

#126. <Presença de> células cristalíferas de parênquima axial <septadas>/

1. septadas/

2. não septadas/

Cristais em células cristalíferas septadas de parênquima axial. Por exemplo: Gilbertiodendron preusii (Caesalpiniaceae), Shorea contorta (syn.: Pentacme contorta) (Dipterocarpaceae), Lithocarpus edulis (Fagaceae), Juglans nigra (Juglandaceae), Couratari spp. (Lecythidaceae), Malpighia incana (Malpighiaceae), Parkia pendula (Mimosaceae), Zanthoxylum hygrophila (Rutaceae), Manilkara spp. (Sapotaceae). Sinónimo: células cristalíferas não septadas.

Cristais em células não cristalíferas de parênquima axial. Por exemplo: Ceiba spp. (Bombacaeae), Drypetes gerrardii (Euphorbiaceae), Ficus spp. (Moraceae).

COMENTÁRIO

A primeira opção deste caráter inclui uma considerável diversidade em tipos de células cristalíferas septadas ou subdivididas (cf. Parameswaran & Richter 1984), principalmente a respeito do comprimento das células cristalíferas septadas ou subdivididas. Em alguns taxa existem somente poucos compartimentos em umas cadeias, em outros há cadeias alongadas. Tal informação deverá ser registrada como COMENTÁRIO.

PRECAUÇÃO

Muito cuidado é requerido para distinguir entre cristais em fibras septadas e cristais em células cristalíferas septadas de parênquima axial.

#127. Número de cristais por célula ou câmara: <um vs mais de um>/

1. um/

2. mais de um/

Mais de um cristal de aproximadamente o mesmo tamanho por célula ou compartimento. Por exemplo: Bouea oppositifolia (Anacardiaceae), Garcinia latissima (Guttiferae), Aniba duckei (Lauraceae), Ligustrum vulgare (Oleaceae), Gmelina arborea, Vitex divaricata (Verbenaceae).

COMENTÁRIO Geralmente, existe somente um cristal por célula ou compartimento. Todavia, podem ocorrer na mesma célula ou compartimento dois ou mais cristais, especialmente aciculares e/ou naviculares, e cristais cúbicos e/ou retangulares.

PRECAUÇÃO Ráfides são conjuntos de cristais, mas todo o conjunto é considerado como uma só unidade, e assim a opção 'mais de um cristal por célula ou compartimento' não aplica para ráfides. Os cristais em forma de areia não deveram ser codificados nesta opção.

#128. <Tamanho de dois ou mais cristais> cristais dentro de uma célula ou câmara/

1. do mesmo tamanho /

2. de diferentes tamanhos/

Dois tamanhos distintos de cristais por célula o compartimento. Por exemplo: Mangifera altissima (Anacardiaceae), Cordia bantamensis (Boraginaceae), Pentacme contorta (Dipterocarpaceae), Zanthoxylum juniperinum (Rutaceae), Bumelia glomerata (Sapotaceae), Gonystylus bancana (Thymelaeaceae).

COMENTÁRIO

Raramente existem dois tamanhos distintos de cristais na mesma célula ou compartimento. Este caráter deverá ser utilizado somente em forma positiva quando a diferença em tamanho de cristais na mesma célula ou compartimentou seja bastante evidente.

#129. <Tamanho de> células cristalíferas <normal vs alargadas>/

1. de tamanho normal /

2. alargadas (idioblastos)/

Cristais em células alargadas (idioblastos). Por exemplo: Carpinus carolineum (Corylaceae), Juglans nigra (Juglandaceae), Pyrus communis (Rosaceae), Cítrus aurantium (Rutaceae), Camelia japonica (Theaceae), Zelkova serrata (Ulmaceae).

COMENTÁRIO

As células alargadas (idioblastos) podem ser de raio ou de parênquima axial, ou mais raramente de ambos. Os cristais nas células alargadas podem ser cristais prismáticos, drusas, ráfides, ou qualquer outro tipo de cristal.

#130. <Presença de> cistolites/

1. presentes/

2. ausentes /

Cristolites = crescimentos internos (com pedúnculos) da parede celular que projetam-se até no interior do lúmen da célula e estão compostos de celulose impregnada com carbonato de cálcio. São irregulares em forma e as vezes enchem completamente uma célula. Por exemplo: em algumas espécies de Trichanthera spp. (Acanthaceae), Sparattanthelium spp. (Hernandiaceae), e Opiliaceae.

COMENTÁRIO

Cistolites, até onde é conhecido, ocorrem somente nos exemplos dados (Ver Welle 1980).

#131. <Cristais e cistolites: observações adicionais ou comentários:>/

#132. <Presença de> sílica/

1. presente/

2. não observada/

Sílica = dióxido de silício.

Procedimento

Corpos de sílica (partículas e agregados): os corpos de sílica são observados com o microscópio de luz nas seções radiais, já em cortes montados permanentes ou temporais, ou em células que foram maceradas. Se estão presentes grandes quantidades de extratos e os corpos de sílica são difíceis de ver na seção, branquear com um agente de branquear doméstico, esfregue repetidamente com água, esquentar em ácido fenólico (este passo é opcional; a deshidratação em álcool freqüentemente dá resultados igualmente bons), e montar em óleo de cravo ou macerar algumas lascas em qualquer fluido de maceração que retire a maioria dos extratos e a lignina mas não a sílica.

A amplificações baixas (objetivo de 4x - 10x), os corpos de sílica aparecem geralmente como pequenas partículas escuras não birrefringentes. A uma amplificação mais alta (objetivo de 25x - 40 x) tem uma aparência vidrosa.

Sílica vítrea: Macerar completamente as lascas, deixe a madeira na solução de maceração até que a madeira seja branca. Decante o fluido de maceração, adicione água, esfregue, decante, e repita até que a solução seja clara. Coloque algumas partes maceradas numa lâmina (porta-objetos); esquente a lâmina até que a madeira macerada está seca. Permita a lâmina se esfriar, e então aplique 2 a 3 gotas de ácido sulfúrico concentrado para dissolver a celulose. Aplique uma lamilula (cobre-objetos) e observe as células num microscópio de luz a uma amplificação baixa. A sílica vítrea aparece similar a peças de fibras e elementos de vasos translúcidos. Para distinguir células não dissolvidas de sílica vítrea utilizar luz polarizada. As células não dissolvidas são birrefringentes, todavia que a sílica vítrea não é. A sílica vítrea pode também ser reconhecida em seções bem branqueadas devido a sua aparência vidrosa.

PRECAUÇÃO

Quando se busca corpos de sílica ou sílica vítrea, não utilizar glicerina como médio de montagem devido a que seu índice de refração faz difícil de detectar a sílica.

O ácido fluorhídrico a qual é algumas vezes usado para abrandar a madeira, dissolverá a sílica.

#133. <Tipo de> sílica/

1. em forma de partícula/

2. em agregados/

3. como sílica vítrea/

Partículas de sílica = Partículas mais ou menos esféricas compostas de dióxido de silicio.

Agregados de sílica = estruturas irregularmente conformadas, freqüentemente comparativamente grandes e aparentemente compostas de várias unidades menores (partículas) de dióxido de silício.

Sílica vítrea = sílica que cobre as paredes celulares ou enche completamente os lúmens das células.

COMENTÁRIO

Se a sílica ocorre em agregados, como unidades irregularmente conformados ou globulares, ou se as partículas de sílica tem uma superfície suave ou rugosa, pode ser um diagnóstico em certos grupos. Recomenda-se registrar tais detalhes numa descrição (Utilize el COMENTÁRIO).

Para mais informação sobre inclusões de sílica ver Amos (1952 ), Ter Welle (1976), e Koeppen (1980).

#134. <Localização da sílica> sílica/

1. em células de raios/

2. em células de parênquima axial/

3. em fibras/

4. em vasos/

Sílica em células de raio. Por exemplo: Trattinickia burserifolia, T. demararae (Burseraceae), Licania leptostachya (Chysobalanaceae), Shorea lamellata (Dipterocarpaceae), Mezilaurus itauba (Lauraceae), Vitex compressa (Verbenaceae).

Sílica em células de parênquima axial: Por exemplo: Ceiba nervosum (Bombacaceae), Distemonanthus benthamianus, Apuleia leiocarpa, Dialium spp. (Caesalpiniaceae).

Sílica em fibras. Por exemplo: Canarium hirsutum, Protium neglectum, Trattinickia burserifolia (Burseraceae), Ocotea splendens, Nothaphoebe kingiana (Lauraceae).

Sílica vítrea em vasos e/ou outros elementos celulares. Por exemplo: Stereospermum chelonioides (Bignoniaceae), Hydnocarpus gracilis (Flacourtiaceae), Artocarpus vriesianus (Moraceae), Gynotroches axillaris (Rhizophoraceae).

COMENTÁRIOS

As partículas de sílica são mais freqüentemente restringidas para as células de raio, particularmente as células marginais ou eretas. Algumas vezes são restringidas ao parênquima axial; algumas vezes ocorrem tanto em raio como em parênquima axial. As partículas de sílica ocorrem raramente em fibras, mas se encontram-se, as fibras geralmente são septadas.

#135. <Sílica: observações adicionais ou comentários, p.ex. tamanho de partícula:>/

Testes físicos e químicos

#136. Cerne <fluorescente>/

1. fluorescente/

2. não fluorescente/

Cerne fluorescente = o cerne apresenta fluorescência quando é iluminado com luz ultravioleta de onda longa. Por exemplo: com uma forte fluorescência amarelada ou esverdeada em Anacardium excelsum (Anacardiaceae), Asimina spp. (Annonaceae), Aspidosperma eburneum (Apocynaceae), Afzelia pachyloba, Intsia bijuga (Caesalpiniaceae), Robinia spp. (Papilionaceae); com um matiz ligeiro de fluorescência laranja em Mangifera indica (Anacardiaceae), Vatairea lundellii (Papilionaceae), Symphonia spp. (Guttiferae), Nauclea diderrichii (Rubiaceae); com uma fluorescência débil, ainda positiva, em muitas Anonaceae, Lauraceae, e Magnoliaceae.

Procedimento

As amostras para avaliação da fluorescência devem ter superfícies recém cepilhadas. Retirando simplesmente uma lasca com uma faca amolada é suficiente para ter uma superfície recente. Coloque as amostras abaixo a luz ultravioleta (UV) de onda comprida (365 nm) a uma distância de menos de 10 cm. Recomenda-se uma lâmpada de alta intensidade e de onda comprida e observar num quarto escuro.

COMENTÁRIO

As amostras fluorescentes aparecem geralmente amareladas ou esverdeadas sob a luz ultravioleta, ainda que algumas espécies mostram ligeiros matizes de laranja, rosa, ou violeta.

As amostras que não são fluorescentes podem refletir parte da luz UV fazendo que as amostras apareçam ligeiramente amarronzados ou azuis. Algumas amostras com um cerne amarelado, tais como Chloroxylon spp. (Rutaceae) e Gonystylus spp. (Thymelaeaceae), não são fluorescentes, mas podem parecer ter uma fluorescência amarela débil devido ao reflexo.

A ausência de fluorescência pode ser importante em algumas famílias. Por exemplo: Anacardiaceae e Leguminosae. Ver Avella & al. (1989 ) sobre a fluorescência nas dicotiledóneas.

PRECAUÇÃO

Este caráter aplica somente à fluorescência que ocorre em forma natural e não à fluorescência associada com apodrecimento ou infecções patológicas. A madeira infetada com organismos xilófagos pode fluorescer com rachas, manchas, ou uma aparência abigarrada. Por exemplo: "wetwood" (Cerne de formação traumático caracterizado por uma cor mais escura, alto conteúdo de umidade e um odor desagradável) de Populus tremuloides (Salicaceae) produz rachas fluorescentes amarelas. A fluorescência que ocorre em forma natural aparece mais uniforme.

As propriedades de fluorescência podem ser afetadas ao expor as amostras a condições ambientais extremas. Por exemplo: ao secar-las a estufa, exposição a altas temperaturas e outras.

#137. Extrato aquoso <fluorescente>/

1. fluorescente/

2. não fluorescente/

Procedimento

Coloque suficientes birutas delgadas de cerne para cobrir a parte inferior de um tubo de ensaio limpo o qual é de aproximadamente 20 x 70 mm. Não utilize lascas, devido a que o tempo de extração é muito mais longo que para birutas. Cobra as birutas até uma altura de aproximadamente 20 mm (aproximadamente 5 ml) com água destilada amortecida em um pH de 6.86. Os pacotes de agentes amortecedores (buffer) obtém-se da maioria de companhias provedoras de equipamento e reagentes científicos de modo que somente os conteúdos de um pacote são requeridos para serem aplicados a 500 o 1000 ml de água destilada para obter o pH desejado. Cobra o tubo de ensaio (fraco) e sacuda vigorosamente de 12 a 15 segundos. Permita às birutas e à solução reposar de 1 a 2 minutos, e então mantenha o tubo de ensaio (frasco) debaixo de uma lâmpada de UV de onda longa (aproximadamente 365 nm) para observar a fluorescência. Geralmente, os extratos que apresentam fluorescência são azulados. Ainda que algumas vezes são esverdeados.

COMENTÁRIO

Exemplos de madeiras que proporcionam extratos em água que dão uma fluorescência azul brilhante: Strychnos decussata (Loganiaceae), Brosimum rubescens (Moraceae), Olea europaea subsp. africana (Oleaceae), Pterocarpus indicus (Papilionaceae), Zanthoxylum flavum (Rutaceae). Exemplos de madeira com fluorescência mais fraca de seus extratos em água, mas ainda positiva: Acacia farnesiana (Mimosaceae) e Lonchocarpus capassa (Papilionaceae).

#138. <Cor de> extrato aquoso basicamente/

1. sem cor a marrom ou tonalidades de marrom/

2. vermelho ou tonalidades de vermelho/

3. amarelo ou tonalidades de amarelo/

4. violeta/

5. verde/

Procedimento

Despois da determinação da fluorescência do extrato em água, coloque os tubos de ensaio numa placa de aquecimento e ferva a solução. Quando a solução ferve, retire o tubo de ensaio e determine a cor imediatamente.

COMENTÁRIOS

O extrato em água basicamente de incolor a marrom ou tonalidades de marrom é o mais comum das cores dos extratos em água.

Os exemplos de madeiras com extrato em água basicamente vermelho ou tonalidades de vermelho incluem Brasilettia spp. (Caesalpiniaceae), Catha edulis (Celastraceae), Cunonia capensis (Cunoniaceae), e Mimusops caffra (Sapotaceae).

Os exemplos de madeiras com extrato em água basicamente amarelos ou tonalidades de amarelo incluem Gonioma kamassi (Apocynaceae), Albizia adianthifolia, Acacia caffra (Mimosaceae).

#139. Extratos <se lavável em água>/

1. lavável em contato com água/

2. não lavável em contato com água /

Extrato lavável em contato com água.

Este caráter foi incluido por razões práticas. Ele permite ao usuário identificar rapidamente as espécies cujos extratos são facilmente lavável em água corrente através uma busca no banco de dados. Por exemplo: Intsia spp. (Caesalpiniaceae), Terminalia ivorensis (Combretaceae), Shorea subg. shorea spp. (Dipterocarpaceae). A falta de conhecimento sobre esta propiedade particular de algumas espécies usadas freqüentemente na construção exterior pode causar danos econômicos severos, principalmente no contexto do uso crescente de tintas e outros tratamentos superficiais em base de água.

#140. Extrato em etanol <fluorescente>/

1. fluorescente/

2. não fluorescente/

Procedimento

Aplique suficientes birutas delgadas de cerne para cobrir a parte inferior de um tubo de ensaio (frasco) limpo o qual é de aproximadamente 20 x 70 mm. Não utilize lascas, devido a que o tempo de extração é muito mais longo que para birutas. Cobra as birutas até uma altura de aproximadamente 20 mm (aproximadamente 5 ml) com 95% de etanol. Cobra o tubo de ensaio e sacuda vigorosamente de 12 a 15 segundos. Permita às birutas e à solução reposar de 1 a 2 minutos, e então mantenha o tubo de ensaio debaixo de uma lâmpada de UV de onda longa (aproximadamente 365 nm) para observar a fluorescência. Geralmente, os extratos que apresentam fluorescência são azulados, Ainda que algumas vezes são esverdeados.

COMENTÁRIOS

Exemplos de madeiras que dão extrato em etanol com fluorescência brilhante incluem Protorhus longifolia (Anacardiaceae), Cordia gerascanthus (Boraginaceae), Acacia erioloba (Mimosaceae). Os exemplos de madeira com fluorescência mais fraca de seus extrato em etanol, mas ainda positiva, incluem Kiggelaria africana (Flacourtiaceae), Acacia melanoxylon (Mimosaceae), Olea capensis (Oleaceae).

Algumas vezes os extratos em água de umas espécies apresentam fluorescência, mas seus extratos em etanol não o apresentam (por exemplo, Leucaena glauca - Mimosaceae). Mais freqüentemente ocorre, que os extratos em etanol apresentam fluorescência, todavia que os extratos em água não a apresentam (por exemplo, Afzelia quanzensis - Caesalpiniaceae, Lysiloma bahamensis - Mimosaceae).

#141. <Cor de> extrato em etanol basicamente/

1. sem cor a marrom ou tonalidades de marrom/

2. vermelho ou tonalidades de vermelho/

3. amarelo ou tonalidades de amarelo/

4. violeta/

5. verde/

Procedimento

Depois da determinação da fluorescência do extrato em etanol, coloque os tubos (frascos) com os extratos numa placa de aquecimento e ferva a solução. Tão pronto como a solução ferve, retire o tubo e determine a cor imediatamente.

COMENTÁRIOS

O extrato em etanol o mais comum é que seja basicamente de incolor a marrom ou tonalidades de marrom.

Exemplos de madeiras com extrato em etanol basicamente vermelhos o tonalidades de vermelho incluem Rhus integrifolia (Anacardiaceae), Baikiaea plurijuga, Peltophorum dubium, Swartzia madagascariensis (Caesalpiniaceae), e Berchemia decolora (Rhamnaceae).

exemplos de madeiras com extrato em etanol basicamente amarelos ou tonalidades de amarelo incluem Gonioma kamassi (Apocynaceae), Ptaeroxylon obliquum, Zanthoxylum flavum (Rutaceae), Balanites maughamii (Balanitaceae).

Para mais informação sobre a fluorescência e cor de extrato em água e etanol veja Dyer (1988) e Quirk (1983).

#142. <Cor e fluorescência de extratos: observações adicionais ou comentários:>/

#143. Teste de cromo azurol-S/

1. positivo/

2. negativo /

O teste de Cromo Azurol-s indica a presença de alumínio tanto no cerne como no alburno. Para mais informação sobre este teste, veja Kukachka & Miller (1980).

Procedimento

Prepare uma solução ao 0.5% de reativo de cromo azurol-s dissolvendo 0.5 g de grânulos secos de cromo azurol-s e 5.0 g de acetato de sódio (buffer) em 80 ml de água destilada. Depois de que as substâncias químicas são disolvidas completamente, aplique água destilada suficiente para fazer 100 ml de reativo. Esta solução é estável e pode ser utilizada durante vários anos. Para testar amostras de madeira seca, utilize um conta-gotas para aplicar uma ou duas gotas da solução ao grão recentemente exposto.

Em madeiras altamente positivas, uma cor azul brilhante desenvolve-se em questão de minutos. Por exemplo: Poga spp. (Anisophylleaceae), Cardwellia spp. (Proteaceae), Symplocos spp. (Symplocaceae), todas as Vochysiaceae. Em aquelas madeiras que absorvem a solução muito lentamente como, por exemplo, Anisophyllea spp. (Anisophylleaceae), Goupia spp. (Goupiaceae), ou contem baixas concentrações de alumínio como, por exemplo, Laplacea spp. (Theaceae), Henriettea spp. (Melastomataceae), podem requerer-se várias horas para que desenvolve-se a cor azul.

PRECAUÇÃO

Evite madeira atacada por fungos (apodrecida) devido a que o cromo azurol-s é um indicador para alguns tipos de fungos que apodrecem madeira.

#144. Teste de espuma (saponificação)/

1. positivo/

2. negativo /

O teste de espuma (saponificação) é utilizado para indicar a presença de saponinas naturais na madeira.

Procedimento

Aplique suficientes birutas delgadas de cerne para cobrir a parte inferior de um tubo de ensaio limpo o qual pode ser de aproximadamente 20 x 70 mm. Não utilize lascas, devido a que o tempo de extração é muito mais prolongado que para as birutas. Cobra as birutas até uma altura de 20 mm (aproximadamente 5 ml) com água destilada de pH = 6.86. Os pacotes de agentes amortecedores (buffer) podem ser obtidos de companhias que fornecem equipamentos e reagentes científicos, de tal modo que somente ao conteúdo de um pacote requer-se acrescentar para 500 o 1000 ml de água destilada para obter o pH desejado.

Cobra o tubo de ensaio e sacuda vigorosamente de 10 a 15 segundos. Se as saponinas naturais encontram-se presentes em grandes quantidades, aparecem bolinhos de ar minúsculos ou espuma (similar à espuma em um copo de cerveja). Permita ao tubo de ensaio reposar por 1 minuto aproximadamente, depois de haver sido agitado. Se a espuma ainda cobre completamente a superfície da solução, o teste é positivo. Se aparecem bolinhos de ar ou espuma e logo desaparecem dentro de 1 minuto, o teste é negativo. Se somente permanece alguma espuma ao redor do tubo de ensaio (ou seja, formando um anel de espuma, mas não cobrindo totalmente a superfície), o teste é fracamente positivo.

COMENTÁRIO

Reações positivas ao teste de espuma (saponificação) são produzidas por exemplo em, Mora spp. (Caesalpiniaceae), Enterolobium cyclocarpum, Lysiloma bahamensis, Pseudosamanea spp. (Mimosaceae), Dipholis spp., Mastichodendron spp., e muitas outras espécies de Sapotaceae.

Reações fracamente positivas (anel de espuma) são produzidas por exemplo em, Peltophorum spp. (Caesalpiniaceae), Kiggelaria spp. (Flacourtiaceae), Ekebergia spp., Entandrophragma spp. (Meliaceae), Acacia nigrescens (Mimosaceae), Millettia spp. (Papilionaceae), y Berchemia spp. (Rhamnaceae).

Para mais informação, veja Dyer (1988 ), Quirk (1983), Cassens & Miller (1981).

#145. Combustão de lasca ("burning splinter test") <cinza ou carvão>/

1. a cinza completa/

2. a cinza parcial/

3. a carvão/

Cinza completa = a cinza mais o menos mantém a forma da lasca original.

Cinza parcial = a cinza que se reduz em tamanho em comparação à lasca original, tendo a tendência a soltar-se facilmente, e geralmente parece arenosa quando se esfrega entre os dedos.

Carvão = o resto escurecido e carbonizado de uma lasca, a qual em general queima lentamente e/ou com dificuldades, ou o resto escuro e carbonizado da lasca com uma camada fina de cinza negra ou cinzento que pode permanecer incluída.

Procedimento

Prepare lascas (tamanho de fósforo, aproximadamente 2 x 2 x 50 mm) da parte externa do cerne, assegure-se que a madeira está pelo menos secada ao ar. A lasca deve ser incendida com um fósforo, devendo ser evitados aparatos (por exemplo, isqueiros) que produzem altas temperaturas. Incêndia a lasca mantendendo-la numa posição vertical com a ajuda de um par de pinças. Todavia a lasca se queima, mantenha-la numa posição horizontal e gire-la lentamente.

Algumas madeiras queimam-se com relativa facilidade (por exemplo, Populus spp. - Salicaceae), todavia que outras podem mostrar certa resistência (por exemplo, Eucalyptus paniculata - Myrtaceae). Se aparece que a chama se extinguirá antes de que a lasca se haja queimado completamente, a combustão pode ser ajudada retornando a lasca a uma posição vertical e logo novamente à posição horizontal.

Depois de que a chama se extinga, é importante permitir à parte resplandecente da lasca extinguir-se colocando-la previamente numa superfície fria.

COMENTÁRIO

Certas madeiras podem produzir chispas brilhantes (por exemplo, Terminalia catappa - Combretaceae), todavia que outras podem produzir uma coloração de fumo característica (fumo muito negro em Flindersia laevicarpa - Rutaceae) ou transpirar compostos coloridos durante a combustão. Todas estas características podem ser registradas numa descrição (COMENTÁRIO).

As classificações descritivas para a aparência da combustão da lasca são aquelas primeiras recomendadas por Dadswell & Burnell (1932). Alem de seu uso nas chaves do CSIRO (Austrália), outros autores (por exemplo, Anonymus 1960) tinham implementados o teste de combustão e sugeridos que é de um valor limitado, exceto na distinção de algumas madeiras que estão anatomicamente relacionadas em forma muito estreita.

Para mais informação sobre o teste de combustão da lasca, a qual até a data há sido utilizado somente em forma muito limitada, veja Mann (1921), Welch (1922), Swain (1927), Dadswell & Burnell (1932), e Mennega (1948).

#146. Cinza <color>/

1. branco a cinzento <tipicamente>/

2. branco brilhante/

3. marrom amarelado/

4. outro que não seja nenhuma das anteriores/

COMENTÁRIO

Em alguma literatura, o termo 'buff' (= pardo) é utilizado para descrever lascas que tem a cor de couro curtido pálido a um marrom amarelado. Por exemplo: Eucalyptus paniculata (Myrtaceae).

Propriedades especiais distintivas

#147. <Distinguir entre os carvalhos brancos e carvalhos vermelhos>/

1. carvalhos brancos: vasos do lenho tardio muito pequenos e em múltiplos e de paredes finas, em comparação com os carvalhos vermelhos/

2. carvalhos vermelhos: vasos do lenho tardio relativamente grandes, solitários e de paredes grossas, em comparação com os carvalhos brancos/

Caráter especial para a separação de espécies que pertencem aos grupos "carvalhos brancos" e "carvalhos vermelhos" (Quercus spp.) por meio da disposição dos vasos do lenho tardio.

#148. <File names>/

#149. <Ilustrações>/


The interactive key allows access to the character list, illustrations, full and partial descriptions, diagnostic descriptions, differences and similarities between taxa, lists of taxa exhibiting specified attributes, summaries of attributes within groups of taxa, and geographical distribution.

Este trabalho deve ser citado como: ‘Richter, H.G., and Dallwitz, M.J. 2000 onwards. Commercial timbers: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval. In English, French, German, Portuguese, and Spanish. Version: 25th June 2009. http://delta-intkey.com’.

Conteudo